Herbert George Wells, que se celebrizou sob o nome de H.G. Wells, nasceu em 21 de Setembro de 1866 em Bromley, nos subúrbios de Londres, cidade onde morreria em 1946. A sua primeira fase corresponde à dos então chamados livros científicos – A Máquina do Tempo, (The Time Machine), 1895, O Homem Invisível (The Invisible man) 1897, e A Guerra dos Mundos (The War of the Worlds), 1898. Obra de que o grande actor e cineasta Orson Welles fez um programa radiofónico que aterrorizou os ouvintes com a invasão da Terra por naves tripuladas vindas de Marte.
A utopia constitui uma presença permanente na sua obra, estando particularmente plasmada em A Modern Utopia, que publicou em 1906. A estrutura dos seus romances é, aliás, recorrente – num mundo que caminha para o caos, a humanidade apercebe-se de que há alternativas que podem salvar os homens do terrível desastre para que estão a ser conduzidos – típico desta estrutura argumental é Os Dias do Cometa (The Days of the Comet), que publicou em 1906.
Um dos tópicos omnipresentes na generalidade da sua obra é o da natureza humana e o papel da educação, o árduo caminho entre o animal e o homem – Digamos – a conquista da humanidade. Paradigma desta tese é o romance A Ilha do Dr Moreau (The Island of Dr. Moreau), publicado em 1904. Um homem, o narrador, fica confinado numa ilha povoaa por animais que, aos pocos, se vão humanizando. A utopia está sempre presente na sua obra, mas de uma forma geral o clima inicial dos seus livros é distópico. E é ds distopia que parte para uma utópica reformulação da vida
Simpatizante do socialismo, foi adepto das medidas de Lenine na reconstrução da economia russa. De uma visita que fez, resultou Russia in the Shadows, 1920. Uma entrevista com Estaline convenceu-o de que a Revolução Russa era uma nado-morta.
Uma das suas teses mais debatidas era o da não-divindade de Jesus Cristo – apenas um homem que lutou contra a injustiça, um político.
Em 1934 publicou a sua autobiografia – An Experiment in Autobiography.
