DIÁRIO DE BORDO, 3 de Outubro de 2012

Aguardamos com ansiedade a comunicação do Gaspar que hoje às 15 horas nos vai anunciar quantas mais calamidades nos vão cair em cima. E sem dúvida  que a maior calamidade, por cima das calamidades é que o governo Passos/Portas (será que realmente mandam alguma coisa?), para lançar novas medidas, o faz pedindo licença a Bruxelas, e sem prestar contas a ninguém cá na terrinha.

Parece que entretanto lá para as Europas ficaram muito zangados com as manifestações que os portugueses fizeram nas últimas semanas e nos querem baixar as notas. De modo que a Moody’s (lembram-se dela? É uma das Parcas, perdão, das agências de notação que tecem o nosso destino) já veio dizer que todo o alarido que os portuguesitos andam poderá ser nocivo para a imagem do país.

Pois o problema agora passa por aqui. Da Europa Connosco, famoso slogan dos idos tempos da adesão à então CEE, viemos, de degrau em degrau, ter à situação presente, Na Europa com (Grande) Desgosto. Entretanto, não há quem resolva os problemas gerados cá na nossa casinha. Veja-se esta notícia no Público de ontem: Paulo Núncio despachou sobre milhões dos grupos económicos ao arrepio da IGF (pode-se recorrer ao Público online com o endereço: http://economia.publico.pt/Noticia/secretario-de-estado-despachou-sobre-milhoes-dos-grupos-economicos-ao-arrepio-da-igf-1565466). Conclui-se da leitura que o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, subordinado hierárquico directo de Gaspar, deu um despacho que livra grupos económicos de pagar uma maquia choruda de impostos. Pois, o show continua…  E Bruxelas preocupada com a TSU…

Claro que Passos Coelho, quando chegou ao governo, decidiu que se tinha que ir mais longe que a troika. E foi. E a troika não o deteve. Ao que parece agora estão em concurso a ver quem tira mais aos portugueses. Aos tais 99% que pagam, porque aos 1% que recebem, os dois competidores não querem pedir nada. Só não vê quem não quer.

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