POESIA AO AMANHECER – 52 – por Manuel Simões

António Salvado – Portugal

( 1936 –   )

FRUTO

Dentro de ramos ‘spreita um fruto túmido

que hei-de colher  quando maior a sede

me gretar quase os lábios   do prazer

que sentirei e por trincá-lo puro.

E sempre ao meu dispor: fecunda oferta

de um calor de verão   cioso   ardente

que encheu de sabor   ali    discreto

à espera que eu o rompa   tão sereno.

A sua cor reflecte-se nos olhos

que tremem   só de ver aquela pele

acetinada   de pequenos poros,

de curvas ondulantes e simétricas.

(de “Afloramentos”)

Das dezenas de livros publicados, sobressaem: “Obra I” (de “A Flor e a Noite”a “Tropos”; “Obra II” (de “Estranha Condição” a “Malva”); “Obra III” (de “Estórias na Arte” a “A Plana Luz do Dia”. Últimos volumes da sua obra poética: “Entre Pedras, o Verde” (2004), “Recapitulação” (2005), “Afloramentos” (2007), “Auras do Egeu e de outros mares” (2011), “Repor a Luz” (2011).

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