EM VIAGEM PELA TURQUIA – 25 – por António Gomes Marques

(Continuação)

Da maior importância nestas cidades era o problema de como as ventilar, sendo conhecidos, só na cidade de Derinkuyu, 52 poços de ventilação, construídas tais aberturas de modo a que não pudessem ser detectadas pelos inimigos, havendo também túneis destinados às fugas para a hipótese desses inimigos conseguirem penetrar na cidade subterrânea, constituindo as «portas de mó» uma segurança supletiva pela dificuldade em afastá-las, dando-lhes, pelo menos, tempo para a fuga. Estas portas circulares de pedra têm entre 1 a 1,65 metros de diâmetro, cerca de 55 cm de espessura e pesam à volta de 500 kg. Como é facilmente compreensível, a cidade teria de ser construída em torno dos poços de ventilação, sobretudo quando pensamos na profundidade que atingiram.

 

                       Por detrás da coluna, a «porta de mó»

 Exemplo de túnel estreito e baixo para ir de um nível a outro

Os túneis estreitos e baixos também faziam parte da estratégia de segurança pela dificuldade de movimentação que as forças inimigas neles teriam.

Kaymakli foi descoberta em 1964, tendo sido aberta ao público de imediato uma pequena parte. Há 4 níveis acessíveis, com uma profundidade de 20 metros, mas sabe-se que a cidade tem, pelo menos, outros tantos níveis.

Por esta nossa fotografia se pode verificar que os túneis não são muito altos

Terminada a visita a Kaymakli, retomámos a viagem, agora com destino à capital da Turquia: Ancara, cidade com cerca de 5 milhões de habitantes, onde chegámos a horas de almoço, como previsto.

 (Continua)