EDITORIAL: A REFUNDAÇÂO DE PASSOS COELHO

 

Passos Coelho parece realmente querer esgotar a nossa paciência. Ensaia agora mais um número de prestidigitação, para tentar conseguir angariar apoios que lhe permitam fazer frente às pressões para que mude de rumo. Assim vem agora com um discurso de que para se fazer uma reforma profunda do estado, é necessária uma refundação, não uma negociação, do memorando de entendimento com a troika. E convida o partido socialista a participar no processo.

Claro que o jogo é cativar seguro Seguro, que entretanto se faz desentendido. Passos sabe que está cercado dentro do seu próprio partido e que o aliado CDS espreita a ocasião favorável para o deixar cair. Quer antecipar-se a uma revolta dentro do seu partido, extremamente dividido por causa da reforma administrativa, do caso Relvas, do Orçamento 2013, etc. Já deve ter percebido aquilo que qualquer pessoa sensata perceberia logo à partido: que Gaspar não tem sentido da responsabilidade, Santos Pereira é incompetente, e que do seu governo aproveitam-se, com boa vontade, talvez dois ministros (claro que não estamos a falar de ideias políticas, mas de capacidade técnica). Também deve percebido (admitamos que talvez o soubesse há mais tempo) que Portas e C.ª o largam à primeira oportunidade, mesmo com jornadas parlamentares, conselhos de coordenação e o resto. Do lado de Cavaco Silva a coisa não está segura. Então, ele ameaça com Seguro (perdoem o trocadilho). Parece pouco e mau, em todos os sentidos.

E também é claro que os problemas reais, os problemas dos portugueses, para aqui não são chamados. Aliás, são, mas apenas para enfeite, ou como camuflagem. A toda a hora, vem à baila o Estado Social. E que o querem salvar, quando qualquer anjinho vê que o estão a liquidar, social ou não. Nem vale  a pena recordar que o estado, se deixar de ser social, fica reduzido ao estado carcerário, pior que o estado feudal. Tudo indica que é essa a refundação para que Passos aponta.   Do Estado, não do memorando da troika. Quanto a este, deve pensar que se transformará nalgum diploma ou carta de recomendação. Para ele, e alguns do seu círculo. Talvez também para Seguro.

Para nós, portugueses, só se for alguma sentença. Coisa boa não será, de certeza.

1 Comment

  1. Uma reflexo …. Fui ao dicionro VERBO procurar este vocbulo …..encontrei a forma verbal “refundir “=reformular /fazer de novo /transformar ….como ainda “derreter/desaparecer….ishhhhhhhhhh….creio que “refundao ” deve ser um vocbulo do sec XVI….SER ? Passos Coelho parece estar to preocupado em nos fazer desaparecer da Europa ….estar ?Como fomos sempre navegadores ,deve ter lido a “Histria Trgico Maritima ” .A encontrou o vocbulo de que precisava para nos afundar ou ento deve ter apreciado o filme “Titanic “…e entusiamou-se .Juntou dois em um -Histria Trgica Maritima +Titanic …mas como pertence elite Friedmaniana tenta salvar-se numa baleeira na companhia do Seguro .S que o Seguro da plebe .No embarca …luta por salvaguardar os plebeus ….”this is the question”. Maria de S

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