PAU CASALS NAS NAÇÕES UNIDAS – “EL CANT DELS OCELLS” – por Clara Castilho

Foi em 1950 que Pau Casals, ao participar no bicentenário da morte de Bach, no Festival de Prades, tocou o seu arranjo da balada catalã “Canção dos pássaros”. Mais uma vez ele tomava uma atitude de protesto à opressão que continuava a vigorar em Espanha.

Com esta mesma música, em 1958, juntamente com o seu amigo, o filósofo Albert Schweitzer, num apelo à paz e desarmamento nuclear, que voltou a tocar o seu “Hino das Nações Unidas”. Em 1971, perante os membros da Assembleia das Nações Unidas”, aos 95 anos., recebeu a medalha da Paz e voltou a tocar o concerto que foi transmitido pela rádio em mais de 40 países. O seu discurso em catalão tornou-o na primeira pessoa a utilizar esta língua na Assembleia das Nações Unidas.

Mas lembremos algo sobre este grande compositor:

 Pau Casals (1876 – 1973) nasceu em Vendrell, uma pequena cidade da Catalunha. Aos 11 anos, começou a estudar violoncelo, sendo os seus estudos foram patrocinados por elementos da realeza espanhola. Começou a sua carreira como solista internacional em Paris, aos 23 anos. Em 1914 fundou a Escola Normal de Música em Paris e uma orquestra em Barcelona, actuando também como maestro.

Viveu exilado em França durante a guerra civil espanhola e, posteriormente recusou viver sob a ditadura de Franco. Na segunda guerra mundial ajudou os refugiados da Espanha fascista. Recusou sempre tocar em países declaradamente com a vigência de ditaduras (União Soviética, em 1917, Alemanha em 1933 e Itália em 1935).

Coerente com a sua posição, foi viver para Porto Rico, em 1955, fundou o Festival Casals que ainda hoje existe, e fundado a Escola Casals para aprendizagem da prática do violoncelo.

E ainda hoje nos consolamos com a sua obra!

Discurso na ONU

“EL CANT DELS OCELLS”

1 Comment

  1. Les paraules de Pau Casals continuen sent la millor presentació de Catalunya davant el món. No en tindrem cap de millor… “Pau, pau, pau al món…” Tant de bo la fermesa de la seva fe en Catalunya pugui ser també la fermesa dels catalans d’avui.

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