28º POETRY SLAM LISBOA

 

Sábado, 1 de Dezembro às 22:00 – Domingo, 2 de Dezembro às 1:00 em Mob – Travessa da Queimada 33 – Bairro Alto

 

  • PASSA A PALAVRA…
    info e inscrições: poetryslamlisboa@gmail.com
    Slam é uma arte performativa oral e cénica, com grande enfoque no verbo e na expressão, ou seja, uma ligação entre a escrita e a performance. Cabe a cada um encontrar as palavras para «dizer-se»… Há mais de 25 anos que o poetry slam tem vindo a mobilizar poetas, escritores, actores, músicos e performers em torno da palavra dita. Como forma de expressão poética, o slam nasceu em meados dos anos oitenta pela iniciativa do mestre de obra e escritor, Marc Kelly Smith. Começou em Chicago na Green Mill Tavern, tendo desde logo conquistado os Estados-Unidos e, progressivamente a Europa e outras partes do mundo. O slam (ou poetry slam), tal como a palavra dita (ou spoken word ), impõe-se cada vez mais a nível internacional como um meio de expressão artístico e popular. É uma forma de poesia em performance considerada como um movimento de expressão poética, social e cultural, inicialmente à margem dos circuitos artísticos tradicionais, hoje em dia já largamente reconhecida e mediatizada na maior parte dos países onde existe uma forte cultura slam. À partida baseado na noção de comunidade, o slam associa o carácter democrático da poesia ao evento, e acrescenta à herança das culturas poéticas europeias, americanas e africanas, uma vontade firme de dar a palavra a todos e todas. Na perspectiva de dinamização do slam em Portugal e com vista a celebrar a palavra dita e seus criadores lançamos o desafio. Assim tem sido e, desde o nosso encontro em Junho de 2010, o Poetry Slam Lisboa tem dado voz a todos que comparecem para partilhar poemas, lemas e dilemas, palavras batidas, com rimas sem consenso, com humor em voz alta, palavras ditas em prosa ou poesia não faltam, porque cada pessoa é mensagem…passa a palavra!
    Ana Reis e Mick Mengucci

1 Comment

  1. E se tentassem encontrar palavras portuguesas para denominar iniciativas que decorrem em Portugal, instalações, eventualmente de trabalho criativo, que se localizam em Portugal, etc.? O facilistismo (ou snobismo?) da adopção submissa das denominações ou designações inglesas é, na prática, a negação da cultura que, proclamadamente, se pretende difundir, praticar, construir. Em termos culturais, só se atinge a universalidade quando se ascende de raízes genuínas e se faz passar tudo o que é universal pelo crivo dessa genuinidade cultural. Quem não sabe expressar-se na sua língua materna, como pode comunicar o que pensa (em última análise, como pode pensar)? Não se trata de repudiar o que vem de fora, bem pelo contrário, trata-se de o absorver em profundidade. O resto é nuvem e folclore (ah! e ignorância, incapacidade de pensar fora dos modismos linguísticos, logo, culturais). Estou fartinho de realizações inglesadas que “acontecem” em “factories” ou “workshops”, ou…
    Nota: “eventualmente” é mesmo isso; não confundir com a habitual asneira de tradução dos sábios em inglês que pensam que se trata do equivalente em português de “eventually” (rarissimamente coincide, no seu uso moderno)

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