Pentacórdio para Quinta 6 de Dezembro

por Rui Oliveira

 

KRZSYSZTOF URBANSKI   Na Quinta-feira 6 de Dezembro e no Grande Auditório da Fundação Calouste Gulbenkian ocorre o que o próprio programador designa por “viagem através do espaço”. Assim, às 21h, a Orquestra Gulbenkian, desta vez dirigida pelo maestro polaco Krzsysztof Urbanski (foto) e com a colaboração do barítono português Job Arantes Tomé, irá cumprir um programa (que se repete na Sexta 7, às 19h) com :

            Thomas Adès       Polaris: Voyage for Orchestra

            Richard Wagner  Tannhäuser: Canção de Wolfram à Estrela da Noite

            Gustav Holst        The Planets, op. 32

 

   Explicando a referência espacial : Polaris, a Estrela do Norte, do inglês Thomas Adès, é uma encomenda da Fundação Gulbenkian estreada no ano passado. Pode admitir-se, por extensão, que é também da estrela Polar a outra visão da mesma estrela, mais romântica, a quem se dirige Wolfram, um dos protagonistas da ópera “Tannhäuser” de Wagner. Por último, o inglês Gustav Holst faz o retrato musical dos planetas do nosso sistema solar.

   Não havendo ainda registo de qualidade da obra recém criada por Adès, mostramos-lhe a interpretação da canção wagneriana por Bryn Terfel Jones, um baixo/barítono galês que neste concerto contracena com René Fleming, juntando-lhe a respectiva tradução :

 

 

   Wie Todesahnung Dämmrung deckt die Lande,                       Como uma visão da morte, a noite cobre a Terra,

   umhüllt das Tal mit schwärzlichem Gewande;                          abraçando o vale com um manto negro.

   der Seele, die nach jenen Höhn verlangt,                                  A alma, que procura as alturas,

   vor ihrem Flug durch Nacht und Grausen bangt.                     treme antes de partir, voando na escuridão.

 

   Da scheinest du, o lieblichster der Sterne,                                E então tu apareces, a mais querida das estrelas,

   dein sanftes Licht entsendest du der Ferne;                             enviando de longe a luz suave.

   die nächt’ge Dämmrung teilt dein lieber Strahl,                      O teu raio abre a escuridão nocturna

   und freundlich zeigst du den Weg aus dem Tal.                      e, como um amigo, tu mostras o caminho.

 

   Seguidamente damos-lhe a versão integral dos 50’ da suite The Planets de Holtz e o acesso (caso lhe interesse) a várias peças de Thomas Adès, nomeadamente o seu multi-premiado CD “Asyla” de 1997 aqui :    http://www.youtube.com/watch?v=S_vVN7ONPnc&feature=share&list=ALDZPCPAXS78gBA1LfgmJMdtBb8-6m3mjp

 

 

 

 

de flamencas   Também na Quinta-feira 6 de Dezembro (com réplica na Sexta 7) a Culturgest mostra no seu Grande Auditório, às 21h30, o espectáculo de música e dança “De Flamencas”, uma produção com direcção e coreografia do autodidata andaluz Marco Flores.

marco flores   Os participantes são no Baile Marco Flores, no Cante Mercedes Cortés, Inma Rivero, na  Guitarra Antonia Jiménez, Bettina Flater, no  Baile Guadalupe Torres, Vanesa Vento, Lidón Patiño e nas Palmas Ana Romero.

   “De Flamencas” é um espectáculo que se declina no feminino. Único homem rodeado por oito mulheres – duas no cante, duas na guitarra, três no baile, uma nas palmas –, todas grandes artistas.  Marco Flores propõe-nos um percurso através de vários palos (ritmos do flamenco), muitos deles também com nomes femininos (Mariana, Liviana, Serrana, Malagueña, etc.). Num palco despido, em que predomina o negro, a nossa atenção concentra-se nas estupendas coreografias, cantes e guitarradas que se sucedem sem quebras e culminam em entusiasmantes números colectivos, como é tradicional.

   Da sua estreia em Novembro de 2010 no Gran Teatro de Córdova (Andaluzia) durante o Concurso Nacional de Arte Flamenco retirámos este excerto elucidativo :

 

 

 

Francisco Xavier Migone   Nesta Quinta 6 de Dezembro  no Salão Nobre do Teatro Nacional de São Carlos, às 21h, há mais uma das Leituras de ópera portuguesa organizadas sob a direcção musical de João Paulo Santos que as acompanha ao piano.

   O tema será “Sampiero”, uma ópera escrita em 1852 por um dos mais reconhecidos compositores do liberalismo português Francisco Xavier Migone (1811-1861), sucessor de João Domingos Bontempo na direcção da Escola de Música do Conservatório Nacional.

   Intervêm como cantores Carla Caramujo, Bruno Almeida, Luís Rodrigues, Nuno Dias, Leila Moreso e Paulo Lapaa.

 

 

 

   Há na Quinta-feira 6 de Dezembro na Sala dos Espelhos do Palácio Foz, às 13h, um recital “Gran partita de Mozart”, por iniciativa da Orquestra Metropolitana de Lisboa, onde o Quarteto Com Piano de Moscovo, composto por Alexêi Tolpygo  violino, Nuno Inácio flauta, Alexandre Delgado  viola, Guenrikh Elessine  violoncelo e  Alexei Eremine  piano, irão tocar de Wolfgang Amadeus Mozart  a Serenata n.º 10 em Si bemol maior, KV 361, Gran Partita.

   Ouçamos o Adagio dessa Gran Partita de Mozart e imaginemo-lo tocada pelo Quarteto  (o concerto é repetido na Sexta 7, às 19h30, na livraria “Ler Devagar” em Alcântara) :

 

 

Solistas Metropolitana Carlos Damas (violino), Valentin Petrov (viola), Jian Hong (violoncelo), Jérôme Arnouf (trompa) e Anna Tomasik (piano),   Outros Solistas da Metropolitana actuam noutros pontos da capital. Assim às 18h30 desta mesma Quinta 6 de Dezembro, a Sociedade Portuguesa de Autores acolhe o concerto “Influências da Música Francesa” (como sucederá na Sexta 7, às 19h, no Liceu Camões, em Concerto Aberto Antena 2, comentado por André Cunha Leal) onde os solistas da OML  Janete Santos  flauta, Ana Pereira  violino, Paulo Gaio Lima  violoncelo e Paulo Pacheco  piano interpretarão de Heitor Villa-Lobos  Assobio a jacto, de Bohuslav Martinů  Duo n.º 1 para Violino e Violoncelo, H. 157 de Jean Françaix  Musique de cour e de Dick Kattenburg  Quarteto para Flauta, Violino, Violoncelo e Piano.

 

 

   Ainda na Quinta 6 de Dezembro, às 18h30, na Casa Fernando Pessoa, (repetindo-se no Sábado 8, às 22h00, na livraria “Ler Devagar “ na Lx Factory) o concerto “Trios com Piano” traz  os solistas da OML  Bethany Akers  oboé, Jorge Camacho  clarinete, Jérôme Arnouf  trompa e Savka Konjikusic  piano para tocarem de York Bowen  Ballade, Op. 133, para Oboé, Trompa e Piano, de Eurico Carrapatoso  Três peças para Oboé, Clarinete e Piano e de Heinrich von Herzogenberg  Trio para Oboé, Trompa e Piano, Op. 61.

 

 

   E ainda na mesma Quinta 6 de Dezembro, às 19h, no El Corte Inglés (Lisboa) realiza-se um  concerto de “Música Barroca” (comentado por Alexandre Delgado) onde os solistas da OML Bertrand Raoulx  fagote, Peter Flanagan  violoncelo e Marcos Magalhães  cravo interpretam um programa que compreende :

       Johann Sebastian BachSuite n.º 1 em Sol maior, BWV 1007, para violoncelo solo

       Louis CouperinSuite em Mi menor, para cravo solo

       Antonio Vivaldi  Concerto em Sol menor, n.º 24, RV 531 (original para dois violoncelos e baixo contínuo)

       Georg Phillipp TelemannSonata em Mi menor

 

   Ouçamos, só por homenagem ao trabalho cultural meritório dos Solistas da Metropolitana este excerto dum seu concerto na SPA onde intervêm dois dos intérpretes referidos (Jérôme Arnouf  trompa e Marcos Magalhães  cravo) tocando com Stéphanie Manzo harpa a Sonata nº 4 em Si bemol Maior para cravo e harpa de Jean Baur :

 

 

 

   Ao Ondajazz nesta Quinta-feira 6 de Dezembro, às 22h30, regressa a cantora brasileira Sílvia Nazário, actualmente residente em Portugal, acompanhada pelo guitarrista Cláudio Kumar, cuja passagem no ano passado deixou este registo interessante :

 

 

 

   Por fim, ainda na Quinta-feira 6 de Dezembro, o MusicBox traz, às 0h, para comemorar o seu 6º aniversário, os “Wraygunn”, uma banda portuguesa, originária de Coimbra praticando uma fusão de estilos, com especial destaque para inspirações vindas do blues, gospel e de sons de rock puramente americanos, composta por Paulo Furtado (voz e guitarras), Raquel Ralha (voz), Selma Uamusse (voz), Sérgio Cardoso (baixo), Francisco Correia (sampler, gira-discos), Pedro Pinto (bateria) e  João Doce (percussão & bateria), de quem mostramos um videoclip do tema “Don’t you wanna dance?” do seu último CD “L’Art Brut” :

 

 

 

(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Terça aqui )

 

 

 

 

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