Selecção e tradução por Júlio Marques Mota
A verdadeira crise da zona euro é muito mais do que a crise da dívida
(CONTINUAÇÃO)
The REAL Eurozone Crisis Is About Much More Than Debt
8/26
De acordo com aquela versão dos acontecimentos, a Alemanha ofereceu o Marco alemão em troca da reunificação alemã
O economista alemão Philipp Bagus escreve no seu livro, a tragédia do Euro:
Em 1990, a União Soviética ainda tinha tropas estacionadas na Alemanha Oriental, enquanto os Estados Unidos, França e Grã-Bretanha comandavam as suas tropas estacionadas na parte ocidental. Todas as quatro forças de ocupação eram potências atómicas e militarmente muito superiores à Alemanha.
Sem a autorização destas quatro potências , uma unificação da Alemanha não seria possível. Os governos francês e britânico em particular temiam o poder de uma Alemanha unificada, que facilmente poderia exigir o seu lugar natural na estrutura de poder da Europa: é a nação mais populosa, é a nação mais forte economicamente, e está localizada no coração estratégico da Europa. …
Muito mais temido do que o exército alemão — composta principalmente por soldados de infantaria e destinados a defesa contra um ataque soviético à NATO — era o Bundesbank. O Bundesbank repetidamente forçou outras nações a restringirem a sua massa monetária ou a realinhar as suas taxas de câmbio. Parece possível, se não mesmo plausível que a Alemanha tenha dado o marco e a sua soberania monetária em troca da reunificação alemã.
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The REAL Eurozone Crisis Is About Much More Than Debt
9/26
Agora, mais de 20 anos depois, o euro coloca a economia europeia e a economia mundial à beira da catástrofe
A introdução do euro provocou a convergência das taxas de juro entre os países da zona euro e os Estados economicamente menos competitivos do Sul puderam contrair empréstimos às mesmas taxas que os competitivos países mais importantes do núcleo da zona euro como a Alemanha. .
Isso ajudou a criar enormes desequilíbrios entre os Estados membros da zona e com os países ditos periféricos da zona euro a contraírem um forte endividamento para dinamizar o seu consumo, comprando cada vez mais e mais mercadorias provenientes dos países de núcleo como a Alemanha.
Agora, as dívidas desses países precisam ser reestruturadas a fim de poderem ser colocadas numa trajectória de sustentabilidade e estes mesmos países têm sistemas bancários que precisam de ser recapitalizados para restabelecer os fluxos de crédito nos países ditos periféricos e cujas economias estão sobre fortes disfuncionamentos.
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The REAL Eurozone Crisis Is About Much More Than Debt
10/26
E como resultado, justificado como necessário para acabar com o caos provocado pelo euro, os dirigentes querem ainda transferir mais poder para o centro
Presidente do Conselho Europeu Herman Van Rompuy
Em 26 de Junho de 2012, o Presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy revelou o seu novo plano para salvar o euro num relatório intitulado “Rumo a uma União económica e monetária genuína.”
O relatório propõe “quatro pilares” para a Europa no quadro da nova visão do Conselho Europeu : o pilar União bancária, União Orçamental, , União Económica e União Política.
Van Rompuy define as metas bastante elevadas desde o início, escrevendo, “a União Económica e Monetária (UEM) foi criada para se criar prosperidade e estabilidade em toda a Europa. Isto é uma pedra angular da União Europeia. Hoje, a UEM está a enfrentar um desafio fundamental. Precisa de ser aprofundada, reforçada, para garantir o bem-estar económico e social.”
O tom em todo o documento expressa o sentido da urgência.
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