RETRATOS, IMAGENS, SÍNTESE DOS EFEITOS DA CRISE DA ZONA EURO SOBRE CADA PAÍS

Selecção e tradução por Júlio Marques Mota

Europa - II

A verdadeira crise da zona euro é muito mais do que a crise da dívida

Matthew Boesler

(CONTINUAÇÃO)

 

The REAL Eurozone Crisis Is About Much More Than Debt

 

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De acordo com aquela versão dos acontecimentos, a Alemanha ofereceu o Marco alemão em troca da reunificação alemã

maisdoqueeuro - VIII

 

 

 

 

 

 

 

en.wikipedia.org

O economista alemão Philipp Bagus escreve   no seu livro, a tragédia do Euro:

Em 1990, a União Soviética ainda tinha tropas estacionadas na Alemanha Oriental, enquanto os Estados Unidos, França e Grã-Bretanha comandavam  as  suas tropas  estacionadas  na parte ocidental. Todas as quatro forças de ocupação eram potências atómicas e militarmente muito superiores  à Alemanha.

Sem a autorização destas quatro potências , uma unificação da Alemanha não seria possível. Os governos francês e britânico em particular temiam o poder de uma Alemanha unificada, que facilmente poderia exigir o seu lugar natural na estrutura de poder da Europa: é a nação mais populosa, é a nação mais forte economicamente, e está localizada no coração estratégico da Europa. …

Muito mais temido do que o exército alemão — composta principalmente por soldados  de infantaria   e destinados  a defesa contra um ataque soviético à NATO —  era o Bundesbank. O Bundesbank repetidamente forçou outras  nações  a restringirem  a sua massa monetária   ou a realinhar as suas taxas de câmbio. Parece possível, se  não mesmo plausível   que a Alemanha tenha dado o marco  e a sua soberania monetária   em troca da reunificação alemã.

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The REAL Eurozone Crisis Is About Much More Than Debt

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Agora, mais de 20 anos depois, o euro coloca a economia europeia e a economia mundial à beira da catástrofe

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flickr / Images Money

A introdução do euro provocou a convergência das taxas de juro  entre os países da zona euro e os  Estados economicamente menos competitivos do Sul puderam contrair empréstimos  às mesmas taxas que os  competitivos países mais importantes do núcleo da zona euro como a Alemanha. .

Isso ajudou a criar enormes desequilíbrios entre os Estados membros da zona e com os países ditos periféricos  da zona euro  a  contraírem um forte endividamento  para dinamizar o seu consumo, comprando cada vez mais e mais mercadorias provenientes dos países de núcleo como a Alemanha.

Agora, as dívidas desses países precisam ser reestruturadas  a fim de poderem ser  colocadas  numa trajectória de sustentabilidade  e estes mesmos países têm   sistemas bancários que precisam de  ser recapitalizados para restabelecer os fluxos de crédito nos países  ditos  periféricos e cujas economias estão sobre fortes  disfuncionamentos.

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The REAL Eurozone Crisis Is About Much More Than Debt

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 E como resultado, justificado como necessário para acabar com o caos provocado pelo euro, os dirigentes querem ainda transferir mais poder para o centro

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Presidente do Conselho Europeu  Herman Van Rompuy

Em 26 de Junho de 2012, o Presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy revelou o seu novo plano para salvar o euro num relatório intitulado “Rumo a uma União económica e monetária genuína.”

O relatório propõe “quatro pilares” para a Europa no quadro da  nova visão do Conselho Europeu  : o pilar União bancária,  União Orçamental, , União Económica e União Política.

Van Rompuy define as metas bastante elevadas desde o início, escrevendo, “a União Económica e Monetária (UEM) foi criada para se criar  prosperidade e estabilidade em toda a Europa. Isto é  uma pedra angular da União Europeia. Hoje, a UEM está a enfrentar  um desafio fundamental. Precisa de ser aprofundada, reforçada,  para garantir o bem-estar económico e social.”

O tom em todo o documento expressa o sentido da urgência.

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(continua)

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