MERKEL NÃO QUER VER O DESEMPREGO SUBIR ANTES DAS ELEIÇÕES. ELA PROMOVE O “SISTEMA” – por Júlio Marques Mota

Reuters e LaTribune.

Berlim estende-a  um ano o período de indemnização pela parte do Estado  do  desemprego parcial. E espera repetir o sucesso de 2009.

Nunca se muda uma receita que já deu provas. O governo alemão decidiu estender a partir de 1 de Janeiro de 2013 o período de apoio do Estado o desemprego parcial , o famoso sistemaKurzarbeit, de  6 para  12 meses. Agora, os empregados das  empresas que estão a  enfrentar  uma baixa nas suas ordens de encomendas poderão beneficiar durante 12 meses de um subsídio do Estado cobrindo 60 % a 67% dos seus salários no caso de desemprego parcial.

Uma aplicação industrial

Esta extensão do sistemaKurzarbeit foi reclamado pelos  industriais alemães, que se sentiram imediatamente satisfeitos, através do Presidente das indústrias metalúrgicas, BertholdHuber, deste seu  “primeiro passo”. Muitas empresas face a uma redução na carteira de encomendas colocaram de facto os seus empregados na situação de desemprego parcial  desde este  Verão. O período de indemnização do Estado, portanto, estava a atingir a data limite  e poderia obrigar os empregadores a fazerem  despedimentos. Estes últimos não teriam querido assumir à sua custa os encargos derivados desta nova medida ou seja o subsídio agora proposto pelo Estado

O governo de Angela Merkel é confrontado desde há alguns meses  com um  ligeiro aumento do desemprego. Em Novembro, contavam-se assim 38.000 desempregados a mais na Alemanha relativamente ao ano anterior. O governo não quis correr o risco  de ver o número de desempregados disparar nos primeiros meses de 2013 , um pouco antes das eleições de Setembro próximo. Nesta base, o governo alemão reactivou  o sistemaKurzarbeit.

Uma das chaves da excelente resistência  do mercado de trabalho

Em 2009, o governo-então composto por sociais-democratas e democratas-cristãos – tinha tomado medidas excepcionais para incentivar o desemprego parcial, alargando  a duração de indemnização  até aos 18 meses e aumentando o montante da indemnização . Muitos analistas  tinham visto nestas  medições uma – mas somente uma  –  das  chaves da resistência da excelente resistência  do  mercado de trabalho na Alemanha face à  crise global, mundial..

(Reuters, LaTribune ,  7 De dezembro de 2012 )

Para mais desenvolvimentos, veja-se: http://www.latribune.fr/actualites/economie/union-europeenne/20121206trib000735585/merkel-ne-veut-pas-voir-le-chomage-remonter-avant-les-elections.-elle-favorise-le-kurzarbeit.html

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