Pentacórdio para Quarta 26 de Dezembro

por Rui Oliveira

cartaz 

   Começam gradualmente a manifestar-se algumas iniciativas culturais sendo uma delas, na Quarta-feira 26 de Dezembro, a retoma da peça “Há muitas razões para uma pessoa querer ser bonita” na Sala Azul do Teatro Aberto, às 21h30, cuja antestreia fora no passado dia 20 de Dezembro (em palco só de 4ª a Domingo, neste dia às 16h).

Teatro Aberto Há muitas razões para uma pessoa querer ser bonita 1   Peça encenada por João Lourenço a partir do original “Reazons to be Pretty” de Neil LaBute, numa versão com Vera San Payo de Lemos, tem cenários de António Casimiro/João Lourenço, figurinos de Dino Alves e é interpretada por Ana Guiomar, Jorge Corrula, Sara Prata e Tomás Alves.

   Sinopse : « Rui gosta de Xana tal como ela é, mas Xana gostava que ele a achasse bonita. Daniel não resiste a uma bela rapariga e Carla queixa-se de ser demasiado atraente.

   Será a aparência assim tão importante? Para se ter amor-próprio, conquistar o amor de alguém, obter sucesso, ser feliz?

   Numa roda-viva de encontros e desencontros, verdades e mentiras, discute-se o ser e o parecer e o que se procura nesta vida, porque há razões, muitas razões, para uma pessoa querer ser bonita ».

   Este é o vídeo de apresentação :

 

 

 

sérgio crestana   Também o Ondajazz começa às 22h30 a retomar actividade nesta Quarta 26 de Dezembro trazendo o baixista eléctrico brasileiro Sérgio Crestana, agora residente em Portugal onde de 1997 a 2003 integrou da banda portuguesa “Moonspell”, gravando 3 CDs e actualmente integra o projeto “Sashimiki” (temas originais) e o “Quinteto Adriana Miki”, tendo actuado em alguns festivais de Jazz pelo país.

   Eis alguns excertos de actuações suas, em particular aos 5m50 deste vídeo :

 

 

nina kraviz 1   Nesta Quarta-feira 26 de Dezembro o Lux Frágil (Av. Infante D.Henrique, Armazem A, Cais da Pedra a Santa Apolónia) traz (com alguma surpresa) uma das estrelas nascentes da música electrónica, a nada siberiana Nina Kraviz (Нина Кравиц), em trânsito para Berlim, que, além de cantora, é compositora/produtora e sobretudo DJ quase inimitável que actua às Sextas no famoso clube Propaganda de Moscovo.

   Surpreendeu com o EP “Ghetto Kraviz” (2011), depois do no seu primeiro single “Pain in the Ass”, para vir agora a reunir consenso crítico entusiástico com o 1º álbum “Nina Kraviz”, “mistura da techno house prestando homenagem à soul music”(segundo muitos).

   Entre muitos, escolhemos este mais clássico EP “I’m Week”  já de 2010, mas podem ouvir-se outras “pistas” em http://www.youtube.com/watch?v=605bwlAz_iQ&feature=share&list=ALHTd1VmZQRNp81I1ip_2gu2QEXwKiNH9W  :

 

 

 

Tony+Kaye+Detachment+Photocall+37th+Deauville+Xc2lgvGF3Htl   Por último, um conselho : Vejam antes de que saia dos ecrãs (o que pode ser já esta Quarta-feira 26 de Dezembro !) o filme “O Substituto”(Detachment) (EUA, 2012), realizado por Tony Kaye (foto)(“América Proibida” “Lake of Fire”, “Black Water Transit”) com um dos produtores de “Estado de Guerra” (Óscar Melhor Filme 2010).

Detachment-Insert   O filme, já premiado nos Festivais de Deauville, Tóquio e Woodstock e candidato oficial aos de Tribecca, São Paulo, Hamburgo e Taipei, tem uma brilhante interpretação de Adrien Brody, a par de Christina Hendricks, Bryan Cranston, Marcia Gay Harden, James Caan, Lucy Liu, Blythe Danner, além de outros.

   A história, em breves palavras :

   “Henry Barthes (Adrien Brody) é professor de liceu e possui um talento nato para criar empatia com jovens. Porém, decidido a não criar vínculos com nenhum, optou por uma carreira de substituição, orientando, por curtos períodos, turmas que por um motivo ou outro ficaram sem docente. Até ao dia em que é colocado numa problemática escola pública, onde o corpo de professores se debate com adolescentes desmotivados e violentos. Ao descobrir uma ligação improvável com os seus novos alunos, com uma professora da escola e uma jovem problemática que recolhe das ruas, Henry apercebe-se que o seu dom natural pode realmente fazer diferença nas vidas de algumas pessoas e que, mesmo que o preço seja a perda de alguma paz de espírito, vale a pena o envolvimento…”.

   Eis o trailer deste filme que a crítica parece ter subestimado como retrato da realidade (dura) das escolas americanas comuns (do bullying à prostituição) e das motivações dos seus docentes :

  

 

 

(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Segunda aqui)

 

 

 

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