Hoje é o último dia do ano. Passo em revista algumas coisas importantes que aconteceram. A todos nós e a mim pessoalmente. Sofri das coisas más que a todos aconteceram – ver o país a cair a pique, não saber do futuro, recear pelos mais próximos. Quanto a coisas pessoais até que não foi mau.
Penso nas esperanças que é costume ter para o próximo ano: vou fazer isto e aquilo, não vou fazer isto, e aquilo…
O que gostaria de facto que acontecesse era que soubéssemos encontrar uma forma de contrariar este caminho. E aparece-me a palavra MEDO à frente. Medo do que pode acontecer, medo do que poderemos sofrer, medo de faltar a força para resistir. Lembro outras situações em que o medo dominava muitos dos nossos comportamentos. E do medo que se sentia quando se agia contra o medo. Não, não quero voltar a esse tempo. E sinto um friozinho por o sentir à espreita.
Mas, o medo também está dentro de nós. Citando José Luís Peixoto, (Diário de Notícias (2003): “O Pior Medo é o Medo de Nós Próprios – O medo é muitas vezes o muro que impede as pessoas de fazerem uma série de coisas. (…) O pior medo é o medo de nós próprios e a pior opressão é a auto-opressão. Antes de se tentar lutar contra qualquer outra coisa, penso que é importante lutarmos contra ela e conquistarmos a liberdade de não termos medo de nós próprios”.
Mas haverá muitos mais, tenho a certeza; estaremos dispersos, mas temos de encontrar forma de nos unirmos para correr com esta corja que se diz governo, mas que apenas serve os senhores do dinheiro.
Clara
Já somos dois!
Mas haverá muitos mais, tenho a certeza; estaremos dispersos, mas temos de encontrar forma de nos unirmos para correr com esta corja que se diz governo, mas que apenas serve os senhores do dinheiro.