Uma maldição parece ter-se abatido sobre os países do Sahel com uma instabilidade permanente na última década.
Petróleo, gás, ouro,urânio, diamantes, . . . são as razões da desestabilização dos países do Sahel, palco de tráficos de toda a espécie: tráfico de droga, tráfico humano, imigração clandestina e terrorismo.
Depois da desestabilização do Sudão, da Mauritânia, do Chade, do Níger e da Somália, chegou a vez do Mali.
A criação de um departamento dedicado ao Sahel e Oeste africano no seio da OCDE, revela a importância desta região do mundo, considerada o futuro quintal energético do capitalismo ocidental e podendo tornar-se em breve numa fonte energética tão importante como a do Média Oriente.
Os Estados Unidos e a União Europeia querem lançar mão sobre as riquezas do Sahel antes da China e da Índia.
A estratégia é sempre a mesma, desestabilizar a região através de grupos terroristas armados e financiados pelos próprios países ocidentais para depois poderem apoiar as reivindicações de suposta ânsia de autodeterminação desse grupos e assim instalarem-se no terreno.
A Argélia tem neste cenário um papel fundamental. Com gastos militares seis vezes superior ao de todos os países do Sahel reunidos, a Argélia poderia ser um catalizador para explorar, em conjunto com os vários países do Sahel, as riquezas desta região. Mas por essa mesma razão, e para que isso não aconteça, é que a Argélia poderá muito em breve ser palco de desestabilização por parte dos países ocidentais.
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