EDITORIAL – VIVA PABLO IGLESIAS!

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A intervenção de Beatriz Talegón continua a dar que falar, até mesmo neste blogue está a ser tema de comentários e de troca de mensagens. Curiosamente, ainda nenhum dos argonautas militantes do PS se pronunciou. E sabemos que todos eles estão de acordo com o sentido das palavras da secretária geral da União Internacional de Juventudes Socialistas. Joan Calabuig, ex-presidente da União é da opinião que as críticas e reivindicações dos jovens socialistas veiculadas por Talegón cumprem a “normalidade democrática” e reconheceu que a Internacional Socialista merece as críticas por ser uma “organização antiga” que deve fazer “mais esforço por adaptar-se à realidade do mundo actual”, procurando “modernizar-se, renovar-se e actualizar-se”.  Ora isto é uma falácia, pois há cem anos, Pablo Iglesias, o fundador do PSOE, proclamava: -“No nos interesa hacer buenos obreros y empleados, buenos comerciantes. Queremos destruir la sociedad actual desde sus comienzos”. Compare-se o desígnio de destruir a sociedade capitalista, com as posições «realistas» dos actuais partidos socialistas – que são pilares da sociedade actual e que chamam a esta traição aos ideais social-democratas, «realismo», «sentido da responsabilidade». E não se acuse apenas os Sócrates e os Seguros – Mário Soares foi quem começou esta política de direita, de submissão ao grande capital. Agitando o papão do comunismo – ou daquilo a que as direitas chamavam comunismo.

O vídeo de Cascais bate recordes de visualização – o  PSOE responde com a carta aberta que Julián Jiménez, um antigo dirigente local da Juventude Socialista espanhola, dirigiu a Beatriz Talegón na passada terça-feira, um  professor de 29 anos, dissidente, que acusa de carreirirsmo a a antiga companheira.no Partido Socialista espanhol.  Jiménez abandonou o partido em 2009, por discordar da política de José Luis Zapatero e  lembra que, quando em 2009 se apresentou publicamente com um discurso de teor idêntico ao de Talegón, foi criticado dentro do PSOE, incluindo pela própria Beatriz, que depois o terá acusado de “deslealdade” após a dissidência. Ou seja, as cúpulas do PSOE usam um dissidente para combater uma contestatária.  Se a contestação de Beatriz é genuína, se se trata de pura manobra de promoção pessoal ou se, terceira hipótese, de mera encenação gizada pela direcção do partido, o futuro o dirá.  Mesmo para quem não acredita na social-democracia, é óbvio que uma corrente socialista forte, séria, coerente com os seus princípios, faz falta à causa da Esquerda. Oxalá as palavras duras de Beatriz revelem que há no PSOE quem queira um partido verdadeiramente socialista.

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