Uma viagem pelos países da Europa atingidos pelo escândalo da carne de cavalo
Por Júlio Marques Mota
Uma peça dedicada ao meu amigo Gama, à sua égua, às crianças que a montaram
(CONTINUAÇÃO)
Parte IV
2. Uma viagem pelos países da Europa tocados pelo escândalo da carne de cavalo
O número de países europeus que encontraram produtos carimbados “pura carne de vaca”, e que contém, na verdade, carne de cavalo tem aumentado na Europa, com as descobertas reveladas na sexta-feira, 15 de Fevereiro na Noruega e Áustria. O caso, que anteriormente estava confinado à carne vendida no Reino Unido e na Irlanda, tornou-se um caso à escala da Europa com a descoberta de vestígios de cavalo em produtos de carne dita de vaca , em particular nas lasanhas vendida não só no Reino Unido, mas também em França, Alemanha e Suíça.
De acordo com a Direcção Geral da Repressão contra as Fraudes o escândalo atinge agora 750 toneladas de carne, das quais 550 toneladas foram utilizadas na fabricação de mais de 4,5 milhões de pratos vendidos fraudulentamente em treze países Europeu.
O esquema de base deste caso, em termos de produção e circulação dos produtos até ao produto final, mostra claramente qual o modelo económico seguido pela União Europeia, expresso pelo mercado único, onde tudo é permitido, consentido, porque o inverso, a regulação, pressupõe Estados, estados vigilantes, capazes de intervir em todos os seus segmentos capaz de dar e exigir à actividade económica o sentido social que esta deve ter e não o da maximização do lucro e não o da optimização fiscal que a esta maximização dos lucros está ligada. O esquema de base utilizado terá sido o seguinte:
Eis pois os países referidos pelo esquema de produção e circulação do produto até à produção final.
Em Inglaterra, epicentro do escândalo, encontraram-se pratos com carne de cavalo em quarenta e sete escolas
Foi no Reino Unido que rebentou o escândalo da carne de cavalo. Em meados de Janeiro, as autoridades irlandesas descobrem que havia hambúrgueres vendidos na Grã-Bretanha e na Irlanda que continham carne de cavalo. Eis pois o ponto de partida que veio desembocar no presente escândalo que afecta vários países da Europa.
Na sexta-feira, a Agência de segurança alimentar inglesa (Food Standards Agency, FSA) anunciou que tinha sido detectada carne de cavalo em 29 produtos considerados como carne de vaca numa amostra de 2.501 produtos testados até agora no Reino Unido pelos fabricantes do sector”.
A esmagadora maioria dos produtos com carne de vaca comercializados neste país não continham carne de cavalo. Os exemplos que tivemos são totalmente inaceitáveis, mas eles são a excepção”, disse Catherine Brown, directora da FSA (veja.se o site http://www.food.gov.uk/news-atualizações/novos/2013/fev/cavalo-meattests#.UR5oh9m9YtU), durante uma conferência de imprensa em Londres.
Além disso, o prato de carne picada parmentier supostamente de carne de vaca mas contendo carne de cavalo foi distribuído em quarenta e sete escolas no Condado de Lancashire (norte da Inglaterra). Um prato de torta cottage ou carne picada parmentier, distribuída nas escolas no Condado deu positivo no teste de qualidade sobre o ADN de cavalo, disse Susie Charles, responsável pelas escolas no Conselho local do Condado.
A sociedade britânica de grande distribuição Asda, filial da empresa americano Wal-Mart anunciou, pelo seu lado, nos EUA na quinta-feira a retirada de quatro dos seus produtos em que foi descoberto a presença de ADN de cavalo. Os produtos em questão vêm de uma fábrica da empresa irlandesa Greencore em Bristol. Em Janeiro, Asda tinha já retirado quatro produtos contendo vestígios de ADN de cavalo. Estes vinham da empresa Silvercrest que igualmente também entregou refeições comercializadas pela Tesco e por outros distribuidores e em que também foi descoberta a presença de carne de cavalo.
(continua)



