Perder o domínio de si próprio é mais fácil do que pode parecer à primeira vista. Mesmo as pessoas aparentemente mais tranquilas e imperturbáveis o perdem. Talvez por isso seja uma boa ideia, a pessoa questionar-se aa si própria, para procurar conhecer-se melhor. Porque não fazê-lo hoje? Imagine-se em frente a um espelho. Sente o domínio de si , tem a perceção do rosto da fisionomia e da expressão que o outro observa em si? Qual é a sua imagem? Alguns apresentam uma expressão súbita, brutal, incontrolada e o rosto aparenta que estão “fora de si mesmos”. Contudo por norma há uma grande diferença entre o ser e o parecer. Mas continue a comtemplar-se. Tem rido com naturalidade? Admira-se da pergunta? Não se admire, porque o sorriso natural está a escassear. Está a dar lugar ao aparecimento do riso provocado, inventado. Observe os profissionais que lidam com o público e repare na sua falta de espontaneidade e naturalidade. Será que é muito diferente deles? Se se continuar assim tem-se pessoas que não choram, não se encolerizam, não riem, não têm expressão, não têm iniciativa, ou entusiasmo, nem nada que as galvanize.
É por isso que as pausas contemplativas são importantes, para se ser capaz de responder à questão: quem sou, onde estou, onde pretendo chegar.
Quando fizermos isso começaremos a dar mais sentido ás palavras e frases, como por exemplo, “é preciso ser objetivo”, , e chegar-se facilmente à conclusão de que aquilo que é objetivo para uns não o é para os outros. Será possível apreender a realidade? Ou quando nos apercebemos que perante a mesma situação um vê uma ameaça e outro uma oportunidade, ou quando uns experimentam prazer pelo entusiasmo e pela franqueza e outros pela apatia e indiferença, temos dificuldade em a apreender? E quando uns dizem eu não vou por aí e outros vão na “onda”, ainda constatamos melhor que a realidade é aquilo que cada um vê ou observa, sendo assim também aquilo que poderá parecer uma perda de domínio para uns, será naturalidade para os outros.

