RETRATOS, IMAGENS, SÍNTESE DOS EFEITOS DA CRISE DA ZONA EURO SOBRE CADA PAÍS

Selecção, tradução e introdução por Júlio Marques Mota

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O assalto geral sobre as contas bancárias em Chipre: um precedente que poderá ser aplicado noutros países da zona euro – V

François Asselineau

UM TEXTO ENVIADO POR PHILIPPE MURER, MEMBRO DU BUREAU DU FORUM DÉMOCRATIQUE E
PRÉSIDENT DE L’ASSOCIATION MANIFESTE POUR UN DÉBAT SUR LE LIBRE ÉCHANGE

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CONCLUSÃO: uma extorsão semelhante poderá  ser imposta aos franceses se eles não virarem as costas a  Le PEN e a Mélenchon

A fazer ranger alguns dentes habituais, concluo insistindo sobre o facto de que o plano de com’’’’ para fazer aceitar ao povo francês uma possível extorsão das suas poupanças e das suas contas bancárias não será uma bruxaria como aplicação. Este plano poderá mesmo já estar pronto  uma vez que a oligarquia euro-atlantista que lidera a França e os seus media  já o utilizou muitas vezes. Ela poderá fazê-lo de modo idêntico .

Para neutralizar qualquer contestação eficaz contra uma extorsão sobre os depositantes “, este plano com ‘” consistirá simplesmente, e como de costume:

1)  em me  proibir  totalmente as antenas de rádio e de televisão, mas quanto mais o número de membros de UPR aumenta mais esta proibição se torna difícil de manter.

2)   mas, ao mesmo tempo, a abrir os grandes estúdios de televisão e de rádio aos dois cúmplices habituais da pseudo “oposição ao sistema” – Le Pen e Mélenchon – para que eles realizem o ballet correctamente bem treinado e destinado a dar cabo de qualquer contestação verdadeiramente eficaz contra esta situação:

• por um lado, os media farão vir sobre todos os palcos Le Pen, cuja incompetência técnica e a sua truculência serão, como é habitual,  perfeitas para desacreditar as ideias que lhe encarregam de manchar. Ela se indignará em voz alta relativamente ao roubo programado sobre os pequenos investidores por causa do euro, mas irá aproveitar , ao mesmo tempo, para vociferar contra a carne halal, ou para exigir o restabelecimento da pena de morte, ou para se fazer mostrar próxima dos neonazis austríacos e, em seguida, assumir ares de santinha . Essa mistura deliberada de géneros naturalmente será feita para desacreditar a ideia de saída do euro aos olhos de 80% dos franceses. Esta é a função que foi atribuída pelo sistema à família Le Pen. Um papel – oh brilhante – que ela aceita realizar sem problemas depois de 31 anos em troca da mediatização tonitruante que os comanditários lhe concedem .

• Por outro lado, os media farão também entrar em cena e sobre todos os palcos Mélenchon. Este, de acordo com o mesmo cenário bem estudado, apoiar-se-á nas  palavras de Marine  Le Pen para  fazer de novo acreditar aos seus eleitores que ser-se contra o euro seria uma posição de extrema-direita. Ele afirma, com o grande estilo que se lhe conhece, que as declarações de Marine Le Pen são a prova de que “advogar deixar a zona euro euro é a é uma posição equivalente às posições defendidas por Petain  “, como ele o declarou no dia 26 de Junho de 2011 na rádio Europa 1. Ele vocifera como um brutamontes que a UE “acaba de tomar uma má decisão contra o mundo do trabalho e contra os pequenos aforradores.” E concluirá, da mesma maneira que o faz a esquerda europeista desde há meio século que não se deve deixar nem a construção europeia nem o euro, mas sim “reunirmo-nos em torno de uma verdadeira força de progresso , a única maneira possível para se mudar a Europa. “

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Com um plano ‘ de assalto’ ‘ tão bem rodado, permitindo assim dividir os franceses, a oligarquia  financeira e bancária euro-atlantista poderá continuar a dormir descansada sob as suas cómodas almofadas .

Ela ainda rirá às gargalhadas e em voz alta, por detrás das portas almofadas e acusticamente isoladas das suas suites, pensando na facilidade com que pode levar os franceses pela ponta do nariz . E limpar-lhe também os bolsos sem que estes compreendam seja o que for e continuando a acreditar que a França é  uma democracia pluralista onde se tem o direito de exprimir todas as nossas opiniões!

Como o terão já compreendido os leitores,  a única maneira de frustrar este maléfico plano já muito bem rodado é,  finalmente, compreender no que é que ele consiste e daí tirar as devidas consequências: é necessário virarmos as costas aos falsos opositores  que mantêm deliberadamente uma clivagem esquerda-direita que se tornou inoperante e que impede, por este mesmo facto, que os franceses se unam  num verdadeiro programa de salvação nacional.

Em suma, devemos deixar de lado  todos estes adversários de conivência, esgotados pelas manipulações de várias décadas e devemos  juntarmo-nos aos pontos de vista defendidos por  UPR.

Claro, alguns vão ficar furiosos ao lerem esta conclusão. Mas no fundo de si mesmos, eles sabem que, se finalmente se decidirem deixar de estar a sonhar, não existe nenhuma outra solução viável que não seja aquela que aqui proponho : um movimento localizado fora da clivagem esquerda-direita para, provisoriamente, reunir uma maioria dos franceses que estejam de acordo em se sair o mais depressa possível  da ratoeira na qual as elites actuais têm estado a bloquear a França.

François Asselineau, Le racket général sur les comptes bancaires à Chypre crée un précédent qui pourra servir dans d’autres pays de l’Eurozone, texto disponível em :

http://www.u-p-r.fr/actualite/europe/le-racket-general-sur-les-comptes-bancaires-a-chypre-cree-un-precedent-qui-pourra-servir-dans-dautres-pays-de-leurozone

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