É verdade que há putos que nos dão cabo da cabeça. É verdade que, dentro da sala de aula, quando há 30 alunos e mais um, às vezes temos um “trinta-e-um”. É verdade que alguns querem parar e não conseguem. Também é verdade que alguns são é “mal educados”, não sabem o que são regras, não estão habituados a rotinas e só nestas áreas que é preciso intervir.
É verdade que, para algumas crianças, um medicamento, na altura certa e com conta, peso e medida, e por tempo limitado, pode ajudar a parar para poder ouvir e executar. Mas também é verdade que se perdeu um pouco quais os objectivos destas medidas. Já ouvi professoras dizerem aos pais para falarem com o “doutor” para que receite determinado medicamento e com determinada dose… Também já ouvi pais recusarem, questionando o que acontecerá na adolescência dos filhos, se se habituarem a este tipo de “bengalas”.
Lembro a B., medicada, e que, nos dias em que não tomava o seu comprimidos, os outros colegas notavam logo e o comentavam . B. que, com um pincel na mão, acabava por deixar coberto de tinta cabelos, roupa e tudo o que estivesse à sua volta, sem ter noção do que estava a acontecer. Mas também recordo M. Que nos pede contenção através de um abraço, e que acaba por conseguir sossegar.


Minha Amiga,
Entre nós, com sucesso indesmentível, o falecido Professor Dr. Martins da Cunha concebeu o Sindroma da Insuficiência Postural e verificou as suas correlações, aliás muito estreitas, com aspectos, mínimos que possam ser (parecer), da dinâmica dos globos oculares. Deu uma achega extraordinária à conduta médica não medicamentosa para reparar, entre outras várias situações clínicas, do “irrequietismo” nas crianças.
Quem tem sido um seu seguidor exemplar é o Dr. Orlando Alves da Silva (oftalmologista) cujos resultados são brilhantes e não utilizam quaisquer substâncias químicas, antes sim, corrigindo a situação por meio do uso de lentes prismáticas.Antes de qualquer outra intervenção médica- por evento intempestiva – insisto na recomendação de procurar uma consulta de posturologia. Abração do CLV