Este soneto faz parte do poema dramático “A Morte de D. João” (1874), título que, só por si, é paradigma da posição da “geração de 70” sobre o “mito donjuanesco”. A poesia de Junqueiro é marcada por grandes contrastes, desde os temas ideológicos da luta antimonárquica e anticlerical (“A Velhice do Padre Eterno”, 1885; “Finis Patriae”, 1891) até à última fase de procura de uma simplicidade rústica: “Os Simples” (1892). Com Guilherme d’Azevedo dirigiu a revista “Lanterna Mágica” (1875) onde surge pela primeira vez a figura do “Zé Povinho”, a célebre criação de Rafael Bordalo Pinheiro.