“A CANETA MÁGICA” ATACA DE NOVO – por Carlos Loures

 

Em 1 de Maio do ano passado, faz amanhã um ano, anunciei aqui o propósito de manter uma secção semanal, com publicação às sextas-feiras à noite. Lançamento falhado, pois ao fim de poucas semanas interrompi a série. Vou fazer uma segunda tentativa – A partir de 1 de Maio, às 17 horas de segundas quartas e sextas-feiras, teremos a «caneta mágica».

Caneta mágica? Expliquemos o título – o problema começa logo em «caneta», um atavismo que, tal como pena, sobrevive a designação ao uso funcional do  objecto. Hoje em dia, pouco se escreve com caneta – a criação de textos faz-se geralmente usando o teclado e o monitor. Digamos que «caneta» significa o artefacto usado para escrever – seja ele qual for.  A segunda palavra, «mágica», é mais fácil de explicar, pois, de certo modo, todas as canetas (e teclados) o são – milhões de palavras podem afluir à ponta dos dedos: a magia depende da forma como se relacionem entre si. E não tem nada a ver com tapetes voadores – os tapetes não voam, mas todas as canetas escrevem e às vezes as palavras que se juntam são as palavras certas. E, nessa altura, a magia acontece.

Falarei principalmente sobre a democracia – da que temos e da que gostaríamos de ter, da que o é ou foi e da que não é nem nunca será.

Gostaríamos? Quem? Será que todos os democratas têm o mesmo conceito de “democracia”? Será este tipo de temas que serão trissemanalmente abordados pela «caneta». 

Amanhã,  1 de Maio, às 17 horas, esta rubrica recomeçará. Desta vez, vamos tentar mantê-la.

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