(continuação)
Texto seleccionado e traduzido por Júlio Marques Mota, e que se publica em seguimento do que ontem se publicou à mesma hora.
Sarkozy terá ele verdadeiramente obtido o seu diploma de mestrado. Sem dúvida…
Disponível no site Huffingtonpost.fr, no endereço:
http://archives-lepost.huffingtonpost.fr/article/2009/03/06/1447336_le-diplome-de-dea-de-sarkozy-n-est-pas-bidon.html
Um professor diz que Nicolas Sarkozy “não obteve o seu diploma ” de DEA[1] em ciências políticas , em Nanterre, no ano lectivo 1978-1979. A Universidade desmente.
Legenda. Nicolas Sarkozy na primária . (Montage Le Post.fr) |
É o quê, esta história ?
26 de Fevereiro, em plena mobilização dos professores-investigadores, o professor de ciência política Alain Garrigou publicou no site da Fondation Copernic e de Mediapart um texto intitulado “Sarkozy e a Universidade – vingança pessoal de um cancro”. Um texto retransmitido em muitos sites ou blogs desde há uma semana, especialmente o membro do Jflaunay Post na sua página, um blog “de académicos em luta” ou por um membro de Désirs d’avenir.
Neste texto, Alain Garrigou, que é um professor em Nanterre desde 1992 e autor de vários artigos no Le Monde Diplomatique, refere-se aos estudos “bastante medíocres ” de Nicolas Sarkozy, lembrando que ele não tem diploma nenhum diploma de IEP Paris ou observando que ele obteve o seu certificado de aptidão para a profissão de advogado à justa, com uma pontuação de 10 dos 20. E as afirmações apoiadas em documentos:
1. Para este professor, “Sarkozy não obteve o seu diploma ” de DEA
Acima de tudo, Garrigou diz que “Nicolas Sarkozy não obteve o seu diploma” de DEA em ciências políticas em Paris-X em Nanterre durante o ano lectivo de 1978-1979.
No site do Elysée, no entanto, está escrito que Nicolas Sarkozy obteve este diploma “com louvor”, sem contudo aí colocar a data em que obteve o diploma “, sublinha o jornal Le Monde.
Une capture d’écran du site de l’Elysée.
Em 2007, a pedido de Alain Garrigou, “o Presidente da Universidade referiu um documento que atesta o diploma ” de Nicolas Sarkozy, indica o Monde. fr.
Mas Alain Garrigou afirma que no caso de Nicolas Sarkozy a decisão foi adiada a quando da primeira sessão em Outubro-Novembro de 1979.
Há alguns meses atrás, o universitário encontrou um documento que ele considera como “prova real”. É a acta da deliberação do júri da primeira sessão:
Neste documento, está escrito que Nicolas Sarkozy tem notas de seminários, 15, 17 e 16. Está escrito que ele não passou na prova escrita nem a tese. De repente, o examinador escreveu “adiada” na coluna da direita:

Alain Garrigou diz também que a acta do processo da segunda sessão, em fevereiro de 1980, “desapareceu dos arquivos da Universidade”. Este é ” o único que falta em quarenta anos de existência do DEA”, assegura ao jornal Le Monde.
2. A Universidade desmente
Contactado pelo jornal Le Monde. “muitos professores do DEA expressaram-se como sendo incapazes de dizer se Nicolas Sarkozy tinha sim ou obtido o seu diploma “, escreveu o jornal .
Do seu lado, a Universidade disse ao Le Monde que após investigações confirma que Nicolas Sarkozy se “formou na sessão de Outubro e Novembro de 1980″, com uma média de 14 sobre 20, correspondente ” suficiente “.
A Universidade emitiu uma declaração sobre o caso, nesta sexta-feira:
“Ao contrário do que alguns sites disseram desde o dia 2 de março”, Paris X “deseja esclarecer que, de acordo com os seus registros, regularmente conservados pelo serviço dos diplomas, o jury da pós-graduação dos DEA de Systèmes et structures politiques admitiu no dia 4 de Novembro de 1980 com a menção satisfaz bem o estudante Nicolas Sarkozy de Nagy”
O comunicado afirma que Nicolas Sarkozy “não passou duas provas da primeira sessão de 6 de novembro de 1979”, antes de ser admitido em Novembro de 1980.
Por outro lado, o comunicado da Universidade não menciona a segunda sessão de Fevereiro de 1980.
Muito surpreendido com este desmentido , Alain Garrigou pena que nada disto se aguenta de pé . Ele afirma ainda : “a segunda sessão do DEA foi realizada em Fevereiro de 1980. O candidato não conseguiu passar a sua sessão de Novembro de 1980 (…) ou então é a confirmação de que havia irregularidades graves”.
Em sentido oposto, um vice-presidente da Universidade responsável pela comunicação salienta que ” se podia e ainda se pode fazer o seu DEA em dois anos. Não há nada de anormal nisso. Para o ano em questão, existem oito ou nove casos semelhantes “.
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[1] DEA, diploma de estudos aprofundados, corresponde ao nosso mestrado


