MANUEL DA FONSECA, POR TODAS AS ESTRADAS DO MUNDO

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Em 2011 comemorou-se o centenário do nascimento de Manuel da Fonseca. O Museu do Neo-Realismo, de Vila Franca de Xira, organizou uma exposição sobre  a vida e a obra do escritor – “Manuel da Fonseca, por todas as estradas do mundo”. sobre a qual apresentamos a seguinte nota:Imagem1

Manuel da Fonseca (1911, Santiago do Cacém – 1992, Lisboa), extraordinário contador de histórias, qualidade que melhor se expressou na escrita de contos, romances e crónicas, consttui uma das figuras maiores da literatura portuguesa do século XX. Numa iniciativa conjunta da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, através do Museu do Neo-Realismo e do Município de Santiago do Cacém, no ano em que assinalam 100 anos sobre o nascimento do escritor, a Exposição “Manuel da Fonseca, por todas as estradas do mundo”, presta homenagem ao autor e dá a conhecer ao público o seu percurso  biográfico e literário.

Manuel da Fonseca iniciou a sua vida literária no fim dos anos 30, com a publicação em diversos periódicos ligados à oposição ao Estado Novo. O seu primeiro livro, Rosa dos Ventos (1940), foi considerado pela crítica um exemplo de renovação poética no panorama das letras portuguesas. As bases realistas da sua obra estão, no entanto, bem vincadas, pelo seu olhar crítico e observador, nas histórias dos livros de contos Aldeia Nova e O Fogo e as Cinzas, como em Cerromaior e Seara de Vento – consideradas obras-primas do romance moderno.

A longa vida literária de Manuel da Fonseca espelhou o seu carácter e os valores de uma atitude participativa, inconformada e corajosa em termos cívicos e políticos.

Desde cedo estabeleceu uma relação de afecto com a ideia e a constituição do Museu do Neo-Realismo, tendo o sido primeiro a doar o seu espólio, em Novembro de 1991, revelando, assim, a sua determinação em ajudar um projecto que dava então os primeiros passos.

Manuel da Fonseca merece ser relembrado e, sobretudo, lido e apreciado por todas as gerações, como se em volta da mesa pudéssemos partilhar ainda o encantamento de quem afirmava com um sorriso: “o convívio é das coisas mais belas da Humanidade”. Os seus livros são a prova evidente de que só as histórias bem contadas acabam por resistir à máquina do tempo. Manuel da Fonseca foi um autor exímio, cuja obra, constituída por um pequeno número de volumes, marcou todavia o nosso modo de entender e sentir algumas das características do povo português.

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