EDITORIAL – Asseiceira – a batalha decisiva – por Carlos Loures

Desde 1828, uma guerra que começara por uma sucessão de escaramuças, levantamentos, sublevações localizadas de unidades militares, lavrava em Portugal, Enfrentavam-se duas concepções, duas formas de interpretar o poder real – uma personificada por Pedro IV, preconizava o respeito pela Carta Constitucional, defendendo valores que ecoavam na mente dos povos desde o estrondo de 1789; Miguel I, seu irmão mais novo, encabeçava a facção da nobreza que assentava no poder absoluto do rei. A Igreja apoiava o absolutismo e os párocos gritavam dos púlpitos o discurso miguelista, De uma forma geral, a classe intelectual estava pelos cartistas.

 

O posicionamento ideológico não estava geograficamente divido, embora talvez se possa dizer que nas aldeias e pequenas vilas e cidades do Norte, as populações eram mais sensíveis ao discurso absolutista; o País dilacerava-se em confrontos sucessivos, até que no dia 16 de Maio de 1834 se travou em Asseiceira, uma localidade próxima da cidade de Tomar, uma batalha decisiva para o desfecho da guerra civil . A derrota dos miguelistas foi clara – grande número de mortos e feridos e 1400 prisioneiros. Esta derrota seguia-se ao desastroso cerco do Porto em que as forças fiéis a Miguel haviam sofrido um duro revés Em Asseiceira, além de mortos e feridos em grande número, os absolutistas deixaram 1400 prisioneiros nas mãos dos liberais e retiraram para o Alentejo. Mas o avanço dos exércitos comandados por Saldanha e pelo Duque da Terceira, preanunciavam outro desastre de grandes proporções pelo que D. Miguel, após uma reunião com os seu estado-maior, se decidiu a solicitar um armistício – foi, em 26 de Maio, a Convenção de Évora Monte, a que os Liberais, ironicamente, chamaram a Concessão de Évora Monte.

O general Azevedo de Lemos, comandante das forças miguelistas, com alguma arrogância, pretendeu impor condições. Saldanha e o Duque da Terceira não o deixaram chegar ao fim – ou era a rendição incondicional ou a continuação dos combates. E declararam que as tropas liberais prosseguiriam o avanço para Évora onde estava estacionado o exército miguelista. Miguel, reconhecendo não ter condições para prosseguir a luta, aceitou as condições impostas e partiu para o exílio.

3 comments

  1. que treta quem escreveu isto e marisa gaspar

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  2. Boa noite, Marisa Gaspar. Poderá informar-nos porque razão, ou razões, considera este post uma treta?

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