Foi isto que fiquei a pensar, quando vi uma notícia sobre uma campanha a que chamaram «marketing de guerrilha». E não vou responder à pergunta, que necessita de mais reflexão.
Mas vejamos: se quando formos ao supermercado e encontrássemos no meio das prateleiras garrafas de refrigerantes vazias, embalagens com beatas, sacos de plástico velhos e amarrotados, tampas de garrafas, etc? Isto tudo com a explicação de que estes resíduos foram encontrados nos oceanos e são o exemplo claro de como estamos estragando o planeta. Que sentiríamos? Seria mais eficaz do que as mensagens do que devemos ou não fazer para “salvarmos o planeta”?
Estamos falando de uma iniciativa de uma fundação, com elementos em vários locais do mundo e em Portugal também.
A Surfrider Foundation é uma organização ambiental, sem fins lucrativos dedicada à protecção dos oceanos, ondas e praias, através da conservação, activismo, pesquisa e educação. Fundada em 1984 por um grupo de surfistas de Malibu, Califórnia, a Surfrider Foundation mantém actualmente mais de 50.000 membros e 90 capítulos em todo o mundo.
Em Portugal, o primeiro capítulo ou representação surgiu em 1998, em Viana do Castelo, sendo que em Janeiro de 2011 surgiu uma representação no Porto. O mês de Março de 2011 marcou o início da representação da Surfrider Foundation em Lisboa, com área de influência entre a Praia do Guincho (limite Norte) e a Praia da Fonte da Telha (limite Sul).
Hoje a Surfrider Foundation tem sucursais pelo mundo inteiro e todas têm em comum o interesse de lutar por um mundo mais saudável, com vários projectos – conservação, activismo, investigação e educação.
Para isso, a Surfrider Foundation Lisboa assenta a sua acção em quatro pilares fundamentais:
– Acções de limpeza de praia
– Acções de formação junto de crianças
– Acções de recuperação de dunas.
– Acções de informação junto das entidades e grande público.
Leva a cabo campanhas tentando mostrar quão grave pode ser a contaminação dos oceanos. Numa delas, mostram directamente aos consumidores os resíduos que são deitados ao mar todos os dias, pondo-os à venda em supermercados.
Depois de terem recolhido resíduos provenientes de várias praias dos Estados Unidos, separou-os por categorias – preservativos, plásticos, aerossóis, beatas, etc. – e colocou-os nas prateleiras de vários supermercados como se tratassem de alimentos frescos.
Esta acção foi chamada de «marketing de guerrilha» chama-se «Catch of the Day» e foi desenvolvida pela agência Saatchi & Saatchi Los Angeles.


