Pentacórdio para Sábado, 22 de Junho

por Rui Oliveira

 

 

 

 

   Começamos por uma notícia EM ATRASO relativa a esta Sexta-feira, 21 de Junho em que, no Museu da Música (localizado, como é sabido, na estação de Metro  Alto dos Moínhos), às 22h, se realiza um Recital de Piano pelo “Duo Gutkin & Queener”, surgido em 2010 numa junção entre a world music e a música erudita destes intérpretes.duo gutkin e queener

   Nascida em Madrid, a pianista, cantora e maestrina Yara Gutkin começou a sua formação em Portugal, tendo obtido um mestrado em piano performance nos EUA. Como pianista e cantora integra, além deste duo, a banda portuguesa de Júlio Pereira e como maestrina do Coro Infantil de Santo Amaro de Oeiras obteve recentemente um prémio mundial, o “2012 Global Youth music Contest – ONU”.

   Entretanto Kent Queener, pianista e compositor nascido nos Estados Unidos, completou ali a sua formação em jazz e música erudita nas Universidades de Kansas e de Idaho, onde foi escolhido como solista em dois concertos clássicos com orquestra e no prestigiado Lionel Hampton Jazz Festival. Reside actualmente em Lisboa onde ensina e actua,tendo-se entretanto apresentado na Europa e nos EUA numa variedade de grupos, desde música de câmara até bandas pop.

   Em conjunto, através do piano a quatro mãos e voz, apresentam «um espectáculo com originais, improvisação e influências de estilos musicais muito diversos, como o tango, a música tradicional portuguesa, o jazz e a bossa nova» (diz o site  do Museu), o que pode confirmar-se neste vídeo instrumental Meditação jobiniana (se o leitor quiser ouvir um seu medley vocal, clique sff aqui ).

 

orquestra metropolitana melhor

   Já nos eventos do próximo Sábado, 22 de Junho, deve assinalar-se a celebração do 21º aniversário da Orquestra Metropolitana de Lisboa na sua Sede (Travessa da Galé, nº 36), “cujas portas se abrem” (a entrada é livre, até ao limite da lotação disponível) a partir das 14h.

   Será a oportunidade de ver e ouvir as diversas formações orquestrais − além da Orquestra Metropolitana de Lisboa com as suas anexas Orquestra Académica e Orquestra Sinfónica, também a Academia Nacional Superior de Orquestra, o Conservatório de Música da Metropolitana, a Escola Profissional Metropolitana e o Projecto Casa Pia −, num programa com músicos a partir dos 3 anos, incluindo os grupos de câmara, os pianistas, os cravistas, os coros.

   Um «festival dentro de portas», para «mostrar também os bastidores das muitas valências deste projecto que une de forma tão singular a prática à pedagogia musical (diz a OML)».

 

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   Entretanto termina neste Sábado, 22 de Junho no Museu Nacional de Arte Antiga, às 16 horas, mais um generoso fim-de-semana “oferecido” por diversos agrupamentos de Solistas da Metropolitana ao público que acorra aos vários espaços culturais oportunamente divulgados.

   Aqui será primeiro um Quarteto de Cordas constituído por Leonardo Furtado violino, Francisco Lima da Silva violino, Paul Wakabayashi viola e Ana Conceição violoncelo que irá tocar de :

        Alexander Borodin  –  Quarteto de Cordas n.º 2

 

   Em seguida, agora um Quarteto de Madeiras composto por Diana Ramada flauta, Samuel Matos clarinete, Lívio Dias oboé e Roberto Erculiani fagote interpretará de :

        Jean Françaix  –  Quarteto para Flauta, Oboé, Clarinete e Fagote

 

   Por esta ser uma peça menos divulgada (e não haver registo pelos Solistas da OML), facultamos-lhe (agradecendo mais uma vez ao YouTube) a gravação integral que dela fez em Novembro de 2009 num concerto em Salzburgo o seu “Ventus Quintet” (que integra Moritz Plasse flauta, Isabella Unterer  oboé, Gabor Lieli  clarinete e Christoph Hipper fagote) :

 

 

  

infrasonic   Voltando de novo ao Museu da Música, agora neste Sábado, 22 de Junho, às 22h, bruno margalhoverifica-se que ali se praticará jazz com o quarteto “Infrasonic” liderado pelo saxofonista Bruno Margalho (foto) que actualmente reune os músicos nacionais André Rosinha contrabaixo, Vasco Furtado bateria e Dan Hewson piano .

   Projecto de jazz avant-garde  nascido em Londres em 2005, o grupo contou já com várias formações, e por ele passaram músicos como Franco Piccinno, Chris Williamson, Duncan Haynes e Pharao Russel, entre outros. Actualmente a sua acção radica em Portugal onde Bruno Margalho junta músicos nacionais para dar continuidade ao Infrasonic Trio, abordando diferentes estilos dentro do jazz.

 

 

 

   Como ontem referimos, o  Programa Gulbenkian Próximo Futuro pretende responder à interrogaçãopanaibra g.canda se “Podemos intervir no futuro, no próximo futuro?” e, ao fazê-lo, “como, apesar da imprevisibilidade e do acidente, podemos intervir para que nem tudo seja informação sem destinatário, actividade sem desejo de realização ?”. Neste propósito, na sua edição de 2013, bastante centrada sobre o Sul da África, o Programa vai ser, em parte, acolhido pelo São Luiz Teatro Municipal,  que neste Sábado, 22 de Junho (bem como no Domingo 23) recebe na sua Sala Principal, às 21h, o espectáculo de dança “Tempo e Espaço : Os Solos de Marrabenta”, com coreografia e interpretação (sobre textos seus) de Panaíbra Gabriel Canda.panaibra g.canda 1

   A música de Jorge Domingos é estruturada e inspirada pela Marrabenta, música de Moçambique, desenvolvida a partir de análise de compositores importantes de marrabentas, como Fany Mpfumo Trio, Fany Mpfumo, Gatika, Abilio Mandlaze, Xidiminguana, Feliciano “Pachu” Gomes e ainda na música portuguesa de “Povo que lavas no Rio” do compositor J. Campus, interpretada por Amália Rodrigues.

   Acrescenta o São Luiz TM que « “Tempo e Espaço: Os Solos da panaibra g.canda 3Marrabenta” explora a crise de identidade e desconstrói representações culturais de um corpo “puro” Africano, em particular o corpo Moçambicano (que), desde a independência face a Portugal em 1975, … tem sido uma terra de transformações sociais e políticas, pass(ando) de um modelo inflexível comunista, abrindo-se gradualmente para uma frágil democracia …».

   Eis um excerto mostrado no Festival Panorama 2010 :

 

 

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   Por último, refira-se que a terceira edição da “Faz Música Lisboa” de 2013 irá realizar-se neste Sábado, 22 de Junho e contará com 12 palcos espalhados pelo centro de Lisboa, com mais de 60 grupos musicais de estilos tão diversos como Rock, Jazz, Música Clássica e Fado.

   No site oficial do acontecimento é aconselhado, a quem está indeciso, que siga este roteiro detalhado para apreciar na integralidade a oferta existente :faz música cartaz

    1 – Jardim da Estrela – Música da América Latina

    2 – Jardim das Amoreiras – Blues

    3 – Museu Arpad Szenes Vieira da Silva (junto ao

                   Jardim das Amoreiras) – Música Clássica

    4 – Jardim Botânico de Lisboa – Jazz

    5 – Jardim do Príncipe Real – Músicas do Mundo

    6 – Chafariz da Mãe D’Água (Enoteca) – Folk

    7 – Largo Camões – Rock

    8 – Rossio (Praça D. Pedro IV) – Música de Fusão

    9 – Av. da Liberdade I – Rock

  10 – Jardim do Torel – Fado

  11 – Av. da Liberdade II – Rock

  12 – Av. da Liberdade III – Rock

   É mesmo sugerido, uma vez que a metereologia é favorável, que o podem fazer de Bicicleta se quiserem (!).

   (ver programa completo aqui )  

 

   faz música 1 cartazA título de exemplo, veja-se o que se pode ouvir, sempre com entrada livre, no Jardim Botânico :

     – das 14h ate 17h, novos talentos e jam session

     – às 18h Avalanche com Victor Zamora,Ricardo Toscano, Carlos Barretto e José Salgueiro

     – às 20h Mariana Norton

     – às 21h Reunion Big Band

   E deixamo-vos com o registo da improvisação de Avalanche feito no Ondajazz e que aqui certamente se repetirá.

 

 

 

 

(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Quinta aqui)

 

 

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