Depois de ter falado do novo “Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil”, apresentado no dia 1 de Junho pela Direcção‐Geral da Saúde, e de ter acrescentado o que se refere às crianças em perigo, trago hoje a parte que se refere às crianças com perturbações emocionais e do comportamento.
No Programa parte-se do princípio que estas crianças apresentarem necessidades de saúde especiais e exigem atenção redobrada por parte dos serviços de saúde, que devem desenvolver estratégias de intervenção particulares adequadas aos mesmos.
Dizem-nos que atendendo às características específicas da sociedade actual, a prevalência das perturbações emocionais e do comportamento na infância e adolescência tem vindo a adquirir uma dimensão importante – estimando-se que 10 a 20% das crianças tenham um ou mais problemas de saúde mental
Neste sentido, a articulação entre as equipas de Saúde Mental da Infância e Adolescência e os Centros de Saúde torna-se imprescindível para um trabalho integrado mais coeso e eficiente.
O trabalho de articulação permite melhorar:
– A detecção precoce de situações de risco e intervenção atempada;
– A eficácia da intervenção em situações complexas e com forte vertente social/comunitária;
– A implementação de programas de prevenção primária e de intervenção precoce;
– A formação de outros técnicos no âmbito da Saúde Mental Infantil e Juvenil. (MS, 2009 – Coordenação Nacional para a Saúde Mental (CNSM)).


