A ILHA DOS NÁUFRAGOS, de Louis Even – 11 – Fábula que permite compreender o mistério do dinheiro

11. O êxtase de MartinhoImagem1

Quando Martinho fica só, diz para os seus boões: O meu plano é bom. Gente trabalhadora, mas ignorante. A sua ignorância e crédulidade é que fazem a minha força. Eles queriam dinheiro e eu pus-lhes as cadaias do cativeiro. Cobrirarn-me de flores enquanto eu os enganava. Oh! grande ‘Mammom’, pressinto o teu génio de banqueiro apoderar-se do meu ser. Tu bem o disseste, ilustre mestre: ” Concedam-me o controlo do dinheiro de uma nação e estar-me-ei nas tintas para quem faz as suas leis.’ Sou o dono da Ilha dos Náufragos, porque controlo o seu sistema monetário. “Poderia controlar o universo. O que faço aqui, eu Martinho, poderei fazê-lo no mundo inteiro. Se um dia sair desta ilhota: saberei como controlar o mundo sem ter ceptro.  O meu supremo prazer, seria a espalhar a minha filosofia pela cabeça dos cristãos: banqueiros, industriais, políticos, médicos, professores, jornalistas,, eles seriam os meus criados. A massa cristã integra-se melhor na sua escravidão, quando os seus capatazes são cristãos.” E toda a estrutura do sistema bancário Mammoniano se desenhou no espírito encantado de Martinho.

Amanhã – Crise de vida cara

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