Sento-me na madrugada e deixo-me banhar na fresca luz do amanhecer
Ocorre-me sair para norte…ou será para o sul
Coabitar comigo mesmo as horas do sol presente aprender a revisitar sem mágoa o tempo das horas que sempre foram madrugada
Sem voz nova na garganta ver cair a água da montanha levando consigo a canção gelada que o sol e sombra da memória ainda cantam
Esquecer todos os recantos deste canto por onde passo e me revejo na luz difusa de outra madrugada anoitecida antes de o sol ser dia de todas as manhãs
Ilustração – reprodução de um quadro de Adão Cruz


Adão… És como o vinho do Porto.
Osvaldo