A ILHA DOS NÁUFRAGOS, de Louis Even – 19 – Fábula que permite compreender o mistério do dinheiro

19. A intrujice desmascarada

Imagem1Para se protegerem contra uma eventual reclamação, os nossos homens decidiram obrigar o banqueiro a assinar uma declaração. atestando que está ainda de posse de todos os bens que tinha ao desembarcar na ilha.  Procederam a um  inventário geral: o bote, a pequena máquina impressora, e o famoso barril de ouro.

Foi preciso que Martinho indicasse o lugar onde enterrara o barril. Os nossos homens tiram-no do buraco com muito menos cuidado desta vez, pois o crédito social ensinou-os a desprezar o feitiço do ouro. O prospector de minérios, ao levantar o barril, apercebeu-se de que estava muito leve para ser ouro:

– Duvido muito que este barril esteja cheio de ouro –  disse ele.

O impetuoso Francisco, não hesitou por muito tempo. Uma machadada e o barril espalhou o seu conteúdo: de  ouro, nem um grama! Estava cheio de pedras, nada mais do que simples calhaus sem qualquer valor!…

Os nossos homens ficam pasmados:

– Dizer que ele nos mistificou a esse ponto, o miserável’ Era preciso ser parvo, tambem, para cair em êxtase perante a palavra OURO!

– Dizer que lhe confiámos todas as nossas propriedades por pedaços de papel baseados sobre quatro pazadas de pedras! Ladrão e mentiroso!

– Dizer que nós nos zangámos e chgámos a odiar-nos uns aos outros durante meses a fio, por causa de uma intrujice destas, por causa deste demónio!.

Mas mal Francisco levantou o machado, já o banqueiro fugia a sete pés  para a floresta.

 Amanhã – Conclusões -da parábola à realidade

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