MOVIMENTO DE ESCOLA MODERNA EM CONGRESSO por clara castilho

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De 18 a 20 de Junho, vai realizar-se na ESSE de Setúbal, o 35ª Congresso Nacional do Movimento da Escola Moderna (MEM). Na sua sessão de abertura Sérgio Niza fará uma homenagem a João dos Santos, no âmbito das comemorações do centenário do seu nascimento. Estes congressos têm a particularidade de serem reuniões de profissionais com uma grande vertente prática.

O Movimento da Escola Moderna (http://www.movimentoescolamoderna.pt/) é uma associação de profissionais de educação assente num Projecto Democrático de autoformação cooperada de docentes, que transfere, por analogia, essa estrutura de procedimentos para um modelo de cooperação educativa nas escolas.

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Propõe-se realizar um modelo sociocêntrico de educação, acelerador do desenvolvimento moral e social das crianças e dos jovens, através de uma acção democrática exemplificante, no decurso da educação formal. Daí decorre que os conteúdos programáticos se estruturem em planos e projectos negociados  cooperativamente (pedagogia da cooperação educativa) para explicitação de ‘contratos’ entre professores e alunos, a partir dos saberes extra-escolares  radicados na vida dos educandos e das suas comunidades. Valoriza o ensino mútuo e cooperativo como modos de organização das aprendizagens para reforçar o sentido da cooperação no desenvolvimento educativo e social.

Como teóricos inspiradores podemos reconhecer  Freinet  , Vigotsky e de Bruner .

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Sérgio Niza, num editorial do Boletim “Escola Moderna” (série 2, vol, nº 1, I, de 1989), afirma:

“ O movimento da escola Moderna é, na Pedagogia realizada em Portugal, um espaço de permanente experimentação e de sucessivos encontros, onde a formação acontece por múltiplas partilhas entre graus de ensino, áreas disciplinares e de intervenção diversa.

E tem sido pela força e clarividência que o constante instituir dessa cooperação educativa desencadeia que nos afirmamos profissionalmente nas Escolas e noutras instituições.

A homologia de estratégia das práticas pedagógicas com os alunos e dos processos da nossa formação é o ovo de Colombo que permite que prossigamos em direcção a mais sentidos e maior autonomia através dos grupos de cooperação educativa.

Manter viva a procura e desencadear em colaboração novas respostas – eis o desafio a que nos expomos e que singulariza a nossa forma de vivermos a Democracia do interior da Escola para todas as instâncias do viver social.” (in Sérgio Niza – escritos sobre educação, Tinta da China Editores, pag. 104).

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