OS MILITARES PERDERAM O FUNDO DE PENSÕES – Coronel Carlos Matos Gomes

Da Associação 25 de Abril recebemos esta mensagem:

 Com um enorme abraço de amizade e consideração, ao Capitão de Abril, coronel Carlos Matos Gomes (e também escritor Carlos Vale Ferraz), divulgamos um pequeno texto, publicado na sua página no FaceBook, onde comenta a “última” do ainda cabo de guerra, porque ministro da Defesa Nacional.

Aproveitamos para alertar para o facto de as frequentes e enormes provocações do poder político aos militares virem criando, cada vez mais, um enorme mal-estar nas casernas.

Há que lembrar a máxima de “tantas vezes o cântaro vai à fonte…”

Cordiais saudações
Vasco Lourenço

Imagem3“Os militares perderam o fundo de pensões. Era apenas um reconhecimento, porque o reconhecimento dos seus concidadãos e dos que os representam, é (ou era) o seu único fundo. Se, para os seus concidadãos e para os políticos, os militares são …apenas funcionários a termo e em mobilidade especial, porque teriam um fundo de pensões para a velhice? Um soldado velho, é apenas um velho com memórias estranhas. É como um cão velho, que os novos donos hesitam em esperar que morra ou matá-lo.

Além do fundo de pensões devia-lhes ser retirado o direito a dizerem quem são, o que viveram. Deviam ser obrigados a usar um cartaz ao pescoço: Despesa que não morreu! “

1 Comment

  1. O alerta de Vasco Lourenço aplica-se, ainda que em moldes diferentes, a muitos mais cidadãos, entre os quais o mal-estar que, como pertinentemente refere, se está a criar entre os militares, também vai alastrando. É perigoso, para qualquer sociedade, quando a total indiferença de quem governa – e de quem, através do exercício indigno de uma actividade, a política, que deveria ser nobilitante, “se vai governando” – pelos direitos dos cidadãos que deveria servir se torna tão evidente que estes começam a ter por tal gente a mesma repugnância e desprezo que se sente por um qualquer parasita, inútil e pernicioso. Porque também se vai disseminando, entre a população, podendo tornar-se incontrolável, a óbvia necessidade de uma acção de desifestação, isto é, de extermínio da espécie nociva. E a História ensina-nos que, quando chega a hora do uso explosivo do “Flit” ou qualquer seu sucedâneo, nem sequer se sabe “como começa”, quanto mais como acaba: sabe-se, isso sim, que, em geral, não corre nada bem…

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