Formulação da pergunta e tradução da resposta por Júlio Marques Mota
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À pergunta formulada
Eis pois a questão que levanto aqui e agora, uma vez que Portugal se recusa viver em autarcia como um país pequeno que somos, uma vez que a saída da zona euro unilateral é também ela inaceitável, uma vez que a saída apoiada pela UE é , por seu lado, impraticável, tendo em conta este conjunto a ignorância, a ganância e a maldade destes que nos governam, seja a nível regional seja a nível nacional, então o que fazer para não se morrer, mesmo que lentamente (!) com estas políticas que estão e estão mesmo para durar e talvez mais de dez anos, de acordo com as declarações de Jens Weidmann ao Wall Street Journal
aqui apresentamos a resposta de Massimo Cingolani, especialista no BEI. |
Caro Julio
Reli o teu texto. O problema é que, se desvalorizas, não mudas o nível de produtividade do país face ao exterior. Além do mais, o facto de sair do Euro não te garante que possas desvalorizar. Podes é defrontares-te com um problema de inflação importada. Não quero comentar num blog, mas a minha resposta à tua pergunta está implicitamente contida no projecto que apresentei esta semana no Luxemburgo com colegas meus de Milão. Trata do problema da antiga Jugoslávia, mas o mesmo discurso pode ser defendido para a Europa. Penso que a única resposta possível é uma mobilização transnacional de uma esquerda europeia renovada que proponha a colocação do pleno emprego, por exemplo, o alcançar do pleno emprego entre os objectivos prioritários da política económica europeia.
Falaremos na altura
Cher Julio,
j’ai relu ton texte. Le problème est que si tu dévalues tu ne changes pas le niveau de productivité du pays vis à vis de l’extérieur. De plus le fait de sortir de l’Euro ne te garantit pas que tu puisses dévaluer. Tu peux avoir un problème d’inflation importée. Je ne souhaite pas faire de commentaires sur un blog, mais ma réponse à ta question est contenue implicitement dans le draft ci-joint que j’ai présenté cette semaine à Luxembourg avec des collègues de Milan. Il concerne l’ex-Yugoslavie mais le même discours peut être tenu pour l’Europe. Je crois la seule réponse possible est une mobilisation transnationale d’une gauche européenne renouvelée qui mette en avant par exemple la remise du plein emploi parmi les objectifs prioritaires de la politique économique européenne.
On en parlera à l’occasion.
