EDITORIAL – MACHETE E CAVACO – ZERO EM ÉTICA

Imagem2A valorização social que hoje ainda assumem os diplomas do Ensino Superior, ao ponto de se cometerem atropelos à legalidade académica, como os que se verificaram no caso de Miguel Relvas, essa super-avaliação do “canudo” que leva a exigir que para integrar um executivo  governamental seja obrigatório possuir  um desses certificados, mesmo que obtido, de forma esconsa, terá tendência a baixar com a inflação de cursos e com a vulgarização dos diplomas. Note-se que hoje quase 20% da população portuguesa tem um diploma do Ensino Superior. Há cem anos cerca de 70% da população era analfabeta. Os reflexos na cultura nacional não são sensíveis – a iliteracia será menor, a produção literária, científica, artística, é semelhante. Lendo jornais e revistas de 2013, verificamos que jornalistas sem formação superior em comuniçaão social, usavam um português mais escorreito. O comportamento ético, esse então é claramente inferior nos dias de hoje. Em termos comportamentais, o défice agravou-se, a evolução é negativa.

Não falando de cursos que, pela sua natureza,  exigem uma formação presencial (Medicina, Engenharia…),, a maioria dos cursos, sobretudo os de Ciências sociais e humanas, tudo ganhariam com o ensino à distância – horários definidos pelo aluno, repetição de lições . Aliás, estudos comparativos entr e o aproveitamento de num e noutro sistemas, revelam uma aproveitamento de cerca de 20% superior no e-learning (para falar num sistema que a tecnologia actual vulgarizou).  As avaliações seriam presenciais, e deviam poder ser requeridas e realizadas a qualquer altura. Quanto se pouparia em recursos humanos, em infra-estruturas e quanto se ganharia em agilização? Uma matéria curricular imprescindível em cursos de formação  presencial ou ministrados à distância – Ética.

Rui Machete adquiriu acções do grupo BPN ao valor nominal de um euro quando era presidente da Fundação Luso-Americana (FLAD). Já a FLAD pagou 2,2 euros por acção. Estas acções tinham opção de recompra a um preço de 2,86. Rui Machete não explica por que razão comprou acções a um preço inferior ao da instituição a que presidia. A entrada de Machete no grupo de Oliveira Costa é em tudo idêntica ao investimento feito por Cavaco Silva entre 2001 e 2003.

Segundo parece, nem Machete nem Cavaco Silva terão violado a lei – limitaram-se a ser espertos e a aproveitar circunstâncias favoráveis – 20 valores em argúcia negocial.

Zero em ética.

1 Comment

  1. Acho que tanto os irmãos portugueses quanto os brasileiros estiveram na escola do Conde d’Abranhos!
    abraço da Rachel Gutiérrez

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