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Seamus Heaney, poeta, mas também dramaturgo e professor, nasceu no condado de Derry, estudou em Belfast, e mais tarde fixou-se em Dublin. A sua poesia centrou-se sobretudo na sua experiência de vida, na história e nos problemas da Irlanda, incluindo a sua mitologia. Autor de uma vasta obra, com uma carreira recheada de prémios, será de recordar que venceu o Prémio Nobel de Literatura em 1995.
Deixamos aqui um poema seu, Digging, do livro Death of a Naturalist, de 1966:
Digging
My grandfather cut more turf in a day
Than any other man on Toner’s bog.
Once I carried him milk in a bottle
Corked sloppily with paper. He straightened up
To drink it, then fell to right away
Nicking and slicing neatly, heaving sods
Over his shoulder, going down and down
For the good turf. Digging.
The cold smell of potato mould, the squelch and slap
Of soggy peat, the curt cuts of an edge
Through living roots awaken in my head.
But I’ve no spade to follow men like them.
Between my finger and my thumb
The squat pen rests.
I’ll dig with it.

Que belo poema! E que linda a tradução do João Machado.
Parafraseando Guimarães Rosa, os poetas não morrem, ficam encantados.
Rachel Gutiérrez
Obrigado, Rachel Gutiérrez, pelo seu generoso comentário. Onde será que os poetas vão, depois de morrerem?
Os meus respeitosos cumprimentos
João Machado