A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
Numa situação de calamidade nacional, como a que representou para o País o terramoto de 1755, sabe-se das medidas de emergência que o Marquês de Pombal desencadeou. Uma delas foi a que permitia executar sumariamente todos os que, aproveitando a calamidade em proveito próprio, andavam por entre as ruínas roubando valores. Na primeira recepção aos ministros estrangeiros colocados em Lisboa, realizada no acampamento real em Belém, rei rainha, infantes, toda a Corte apareceu vestida de burel, exibindo diplomatas, ministros e militares, as condecorações sobre o humilde tecido. Não sendo uma medida de fundo, foi um exemplo de equidade – perante uma catástrofe, todos devem ser solidários. E quem se aproveita da desgraça alheia para enriquecer, não vai longe.