NOVOS HORIZONTES PARA A SÁUDE MENTAL NA DEFICIÊNCIA INTELECTUAL E DESENVOLVIMENTAL – CONGRESSO NO ESTORIL por clara castilho

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A FENACERCI, em parceria com a European Association for Mental Health in Intellectual Disability (MHID), vai organizar o 9.º Congresso MHID, de 12 a 14 de Setembro de 2013, no Centro de Congressos do Estoril, subordinado ao tema Novos Horizontes para a Saúde Mental na Deficiência Intelectual e Desenvolvimental.

Este congresso reunirá, pela primeira vez em Portugal, profissionais especialistas de todo o mundo da área social e da saúde, como sejam psiquiatras, neurologistas, enfermeiros, terapeutas, psicólogos, técnicos de serviço social e investigadores que se dedicam à temática da deficiência intelectual e saúde mental. Serão apresentados e discutidos temas relativos a psiquiatria na deficiência intelectual, neurociências, autismo, envelhecimento, demência, entre outros.

Tentei saber quais seriam os profissionais portugueses a intervir – que os temos! – mas não o consegui. Só António Coimbra de Matos faz parte do programa.

Para mais informações, consulte o seguinte site: http://www.mhid.org/

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Em mais de 30% das pessoas com deficiência intelectual ocorre comorbilidade com perturbações de saúde mental ou problemas severos de comportamento (Salvador-Carulla, L. et al, 2009). Quando este diagnóstico duplo é atempado consubstancia-se o garante da melhoria contínua da resposta às problemáticas desafiantes destes “novos utentes” dos nossos serviços.

Porque esta área de trabalho vive na interface entre vários saberes, para a sua dinamização, considera-se ser fundamental congregar profissionais com experiência vasta, conhecimento multidisciplinar e integrador e de valor unanimemente reconhecido, na Europa e em Portugal, na área da reabilitação e da saúde mental.

A dificuldade na elaboração de diagnósticos, a que agora se chama “diagnóstico duplo”, ou “diagnóstico dual”. E o problema não será só técnico e científico, mas sim social, havendo necessidade de haver um olhar especial para as famílias com membros com estes problemas.

3 Comments

  1. Boa tarde. Sou educadora em Braga, e na minha sala tenho um menino de 4 anos, o qual apresenta comportamentos diferentes. Começo-o apenas desde os 3 anos. Inicialmente, algo me levava a pensar em autismo leve, mas recentemente tem-se revelado muito comunicativo,extrovertido, carinhoso e com interacções positivas muito frequentes.Os seus pais pediram-me um relatório de avaliação do seu desenvolvimento. Entreguei-o, apesar de evitar rotular e diagnosticar. Relatei apenas factos, atitudes e comportamentos observados.Até à data, ainda não me procuraram para falarmos acerca do mesmo.
    Uma vez que não apresento aptidões profissionais para fazer diagnósticos,. desconheço igualmente instrumentos de avaliação que possam despistar ou diagnosticar qualquer alteração comportamental ou desenvolvimental. Desta forma agradeço que me elucide e que me encaminhe para tentar dar resposta a esta criança. O que poderei fazer? Quem poderei contatar? Como devo alertar os pais?

    Ps. Aos 3 anos a criança foi consultada, uma única vez, por um pedopsiquiatra, o qual referir ser cedo para diagnosticar. Mas será que uma só consulta lhe deu essa informação?

    Bem hajam os profissionais desta área que se comprometem a ajudar de forma efetiva e permamente.

    Atenciosamente, agradeço qualquer resposta, aguardando-a com alguma impaciência.

    Sem mais, Sílvia Sousa
    (educadora de infância do C.C.Social de St.Adrião)

  2. Cara Sílvia:
    Quando escrevo, interrogo-me muitas vezes se o faço olhando “para o meu umbigo” ou se tem alguma utilidade… É com emoção que recebo comentários construtivos ( que podem fazer-me melhorar) ou então pedidos de ajuda. É fico espantada com o alcance que a internet nos permite.
    Para já, deixe-me elogiá-la pela coragem em se expor com um caso de seu trabalho pessoal. Não é fácil e demonstra humilde e vontade de melhor responder a esse seu aluno.De facto, é assim que devemos actuar, reconhecer que não sabemos tudo e procurar quem nos possa ajudar.Para já não tenho nada a dizer-lhe. O que lhe posso prometer é que vou tentar contactar pessoas mais perto de si e ver com quem poderá falar.
    Sugiro-lhe que envie o seu contacto mais directo para o email do blog para falarmos menos “publicamente”. aviagem@sapo.pt, Força!

  3. Boa noite.

    Drª Clara Castilho, desde já agradeço a sua rápida resposta.
    Realmente será uma via mais acertada, contata-la por email.Foi uma questão que me ocorreu ao expor a situação publicamente. Reconheço que não o deveria ter feito, ou incluir dados pessoais. Porém os email´s que envio para o endereço sugerido têm sido devolvidos. Haverá outro? Desculpe a insistência.

    Agradeço a sua atenção.

    Sílvia Sousa

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