Lamento, mas não é uma lei do capitalismoque se pague tão pouco quanto for possível aos seus empregados
HENRY BLODGET, businessinsider
Uma das grandes razões que levam a que a economia americana esteja tão máé que as grandes empresas americanas estão a acumular dinheiro e mais dinheiro, a maximizar os seus lucros,em vez de investir nas pessoas e nos projectos futuros.
Esse comportamento está a contribuir para aumentar a desigualdade de rendimentosno país e a colocar na miséria o principal motor do crescimento económico dos EUA — a vasta classe média americana — reduzindo-lhes drasticamente o seupoder de compra. (Ver gráficos abaixo).
Se ao americano médio não são pagos salários que lhe permitam viver decentemente, eles não podem gastar muito dinheiro a comprar osprodutos e osserviços. E quando o americano médio não pode comprar produtos e serviços, as empresas que vendem produtos e serviços para a classemédia dos americanos não podem economicamente crescer. Então a obsessão de lucro das grandes empresas da América é, ironicamente, éum dos meios de degradar asua capacidade de acelerar o crescimento dos rendimentos.
Uma solução óbvia para esse problema levar a que asgrandes empresas paguem aos seus trabalhadoresmais — e assimmelhor partilhara vasta riqueza que elas criam com as pessoas que a criaram.
As empresas têm margens de lucro recordes e,então, elaspodemcertamente fazer isso.
Mas, infelizmente, ao longo das trêsúltimas décadas, o que começou como um saudável e necessário esforço para tornar as nossas empresas mais eficientes evoluiu para um consenso distorcido em que o único valor que as empresas criam é financeiro(dinheiro) e a única coisa com que gestores e accionistas se preocupam é em fazer mais do mesmo.
Esta vista é um insulto para quem nunca sonhou em ter um emprego que é bem mais do que dinheiro. E aquele comportamento representa uma visão míope e destrutiva do capitalismo, um sistema económico que sustenta não apenas este país, mas também a maioria dos países do mundo.
Contudo, essa visão tem-se enraizado profundamente nas sociedades avançadas.
Hoje em dia, se alguémsugereque as grandes empresas deveriam servir vários círculosde interesses(clientes, funcionários e accionistas) e que as empresas americanas devem partilhar mais da sua riqueza com as pessoas que a geram(empregados),chamar-lhe-ão”socialista”.É – se apelidado de “liberal”.E dir-lhe-ão que “não entende nada de economia.”É-se entãoacusado de promover a “perda de riqueza.” É-lhe também dito que, na América, às pessoas é pago o que elas merecem receber como pagamento: quem quer mais dinheiro deve ir emborae “iniciar a sua vida com umaprópria empresa” ou “exigir um aumento” ou “arranjar um emprego melhor.”
Por outras palavras, poderá ser levado a pensarque quem sugiraque as grandes empresas devem partilhar o valor que elas criaramcom todos os três grupos de interessadosdirectos nestas empresasem vez de os rendimentos irem apenas para obolso dos accionistas, deve ser considerado umidiota.
Afinal de contas, essas pessoas dizem-nos que éuma lei do capitalismo que os empregadores paguem aos seus empregados o mínimo possível. Osempregadossão apenas “custos”. Estes custos devemser minimizadossempre e quando for possível.
Esta visão, infelizmente, não é apenas egoísta e humilhante. É também economicamente estúpida. Estes “custos” que se está a querer minimizar ( trabalhadores) são também custos correntes, custos actuais e potenciaisque os clientes destas mesmas empresas assim como das outrasassumem como os custos verdadeiros. E se os trabalhadorestêm menos dinheiro, menos produtos e serviços poderão elescomprar.
Obviamente, as pessoas que detêm e fazem funcionaras grandes empresasda América querem fazer com que estas funcionem como se fossem paraeles. Mas esse é o ponto-chave.
Não háuma lei que eles estejam a pagar aos seus empregados o mínimo possível.
Isto é uma escolha.
É uma escolha feita pelosadministradores e accionistasque se querem apropriar damaior percentagem possível de riqueza de uma empresa para si próprios.
Esta é, por outras palavras, uma escolha egoísta
É uma escolha que revela que, independentemente do que dizem sobre o quanto eles valorizam os seus empregados, independentemente do eufemismo que usam para descrever os seus trabalhadores (“associado,” “parceiro”, “membro da equipa”, eles, na verdade, não têm a mínima consideração pelos seusempregados.
Estes administradores e proprietários, afinal de contas, estão a obter lucros recorde ao optaram porpagar aos seus trabalhadorestão pouco, o mínimo que lhes é possível pagar, queem muitos casos conduz a que os seus trabalhadorestêm que vivem na pobreza, como é o caso de Wall-Mart.
E os administradores e proprietários, adicionalmente insultam e propagam injúrias, culpando os empregados por isto: “se eles querem receber mais, devem começar por terem a sua própria empresa. Ou então arranjem um emprego melhor.”
(Conclui amaanhã)

*Postei este arigo no meu Face - til ser lido para se compreender
* *que o crise que nos atordoa tem uma origem de longas paragens –
* *Creio que “no h bem que dure nem mal que se ature “quando.Este povo
* *perfilha “gua mole em pedra dura tanto bate que at fura ” -vai
* *reagir ….quando ….como….?Quando os “abutres do poder ” se sentirem seguros do sua fora ….a Histria tem lies inolvidveis . * *Maria *