UM CRIME NA PRAIA DE PORTO SANTO – TEMA CENTRAL DE “A ESTUPIDEZ É UM CÃO FIEL” -a partir de um de Outubro

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António Amaral, alarmado com um pequeno acidente cardiovascular, aconselhado peloseu cardiologista, vai para a tranquila ilha de Porto Santo passar uns dias de descanso, longe da agitação de Lisboa e dos problemas da empresa de que é gestor. Porém, a ilha não se revela ttão tranquila como era esperado – uUma manhã, quando fazia o seu jogging pelo extenso areal quase tropeça num caáver – «]Os olhos abertos e sem brilho, com as pálpebras levemente descaídas, conferiam ao rosto do morto uma certa expressão de abandono, de indiferença. A boca aberta, os dentes superiores expostos, com os ganchos metálicos de uma esquelética a surgir aos cantos, acentuavam um ar triste e resignado, denunciando uma qualquer palavra que começara a ser dita e fora subitamente interrompida. Uma farripa de cabelos grisalhos, alourados, cobria e descobria a calva ao sabor do movimento ritmado das ondas. O homem estava obviamente morto, sangrando da testa e do peito e aparentando já alguma rigidez, movendo-se com o ar inteiriçado e grotesco de uma marioneta ao sabor das ondas fracas da maré vazante, que ora o cobriam de água, ora o abandonavam em seguida sobre seu leito de areia.Uma dança macabra.» Uma história começada durante a Guerra Colonial, em Moçambique, parecia ter ali o seu epílogo…

A estupidez é um cão fiel, uma história contada, dia a dia, em folhetins, pelo Sérgio Madeira. Começa no dia um de Outubro, às 17 horas.

No próximo dia 1 de Outubro, sempre no horário das 17 horas, o nosso folhetim – A estupidez é um cão fiel, de Sérgio Madeira.

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