“A LINGUAGEM DAS IMAGENS” – DAVID SEYMOUR (CHIM) por clara castilho

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Prestemos homenagem a um homem que soube olhar para as crianças vítimas da 2ª Guerra Mundial, quer dos países vencedores, quer dos vencidos (pois elas não tinham nenhuma culpa quanto às decisões dos seus governantes) com grande sensibilidade. Prestemos homenagem ao homem cujas imagens ainda hoje nos emocionam, pela capacidade de “mergulho” no sofrimento, mas também da esperança e da capacidade de resistência e de reconstrução.

UNICEF é uma organização criada em 1946. Trabalhando para esta instituição, em 1948 quarto anos depois do fim da 2ª guerra mundial, um fotógrafo viajou pelas zonas destruídas e num processo de reconstrução das suas vidas (Áustria, Grécia, Hungria, Itália e Polónia).  Falamos de David Seymour, mais conhecido por Chim. As imagens que estão fixou e deixou ao mundo, das crianças destes países onde a UNICEF trabalhava, tornaram-no famoso. O passo seguinte foi fundar a agência Magnum Photos, a mais famosa no mundo da fotografia.

Nascido em 1911, na Polónia, depois naturalizado norte-americano, pensou que a música seria o seu destino, mas acabou nas artes gráficas. Foi em 1932, em Paris, que, para se sustentar, começou a fazer fotografias, pela mão de um amigo, com uma câmara de 35 mm. O seu nome artístico surgiu ao começar a trabalhar como freelancer para a revista Regards. Foi aí que encontrou Robert Capa e se tornaram amigos. Os anos passaram, e em 1936 foi fazer a reportagem da guerra civil em Espanha. A sua vida acabou cedo, ao ser assassinado, em pleno trabalho de reportagem do conflito do canal do Suez, em 1956.

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Os seus trabalhos foram compilados e editados pela historiadora de fotografia Carole Naggar, num livro Chim: as crianças da guerra, numa pesquisa a que chamou “um trabalho de amor”.

Ele disse: “como fotógrafo falo a linguagem das imagens”. Vejam o vídeo que só ficam mais ricos.

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