O rio Congo como via de penetração, linha mestra de um império! O rio não é navegável? Pois não é! Mas quem construir 400 kms. de caminhos de ferro terá uma rica colónia à sua disposição: populações pacíficas, terras férteis, ouro, cobre e chumbo, cacau, tabaco, amendoim, cana-de-açúcar, gado, baixos custos de produção, espantosas margens de lucro. Mão d’obra não falta. É só preciso pôr os pretos a trabalhar. E isso é fácil, é só preciso haver quem mande.
Sua Majestade Britânica, embora delicadamente, recusa a oferta. Mas Leopoldo II da Bélgica aceita-as E incumbe Stanley de traçar a espinha dorsal do Congo Belga.
Comandando 14 europeus e 210 africanos, no primeiro ano Stanley constrói 80 kms. de via férrea. Só então a cobiça abre os olhos das outras potências europeias, vejam só o que elas tinham perdido por descaso… Portugal sai da modorra e, subitamente, passa a interessar-se por Angola que, desde há muito, estava ao seu dispor.