“JÁ TE PODES MATAR?” PERGUNTARAM NA REDE SOCIAL. E ELA MATOU-SE por clara castilho

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Ontem falámos do projecto + Contigo do Plano Nacional de Prevenção do Suicídio 2013-2017, a decorrer nalgumas escolas.

A este propósito falemos de duas adolescentes e o que lhes aconteceu. Uma inglesa e outra portuguesa. A primeira, de seu nome Hannah Smith, tinha 14 anos, suicidou-se em Agosto, na sequência de insultos violentos e continuados através do site Ask.fm. O cyberbullying tem sido estudado pela NSPCC (National Society for the Prevention of Cruelty to Children). Informam que uma em cada cinco crianças diz ter sido alvo de no último ano no Reino Unido e que 10% dos adolescentes entre os 11 e os 16 são bombardeados diariamente com insultos e ameaças através da Internet.

cyberbullying

 

Mas o que é o Ask.fm? Começou a actuar em 2010, está sediado em Riga, na Letónia, já tem 60 milhões de utilizadores registados em 150 países. Para se ter conta nesta rede tem que se ter mais de 13 anos. Outros suicídios de jovens podem ter sido influenciados por este site. Foram encontradas mensagens no perfil de Hannah Smith encontrou-se: “morre, toda a gente ficará feliz”, “faz-nos um favor e mata-te” ou “ninguém se importa se morreres, cretina”. Sua irmã começou logo depois a ser vítima de abusos através da Internet. Outras ameaças que podem ser lidas no site: “Juro que te vou violar, toma cuidado”, ou “estás na minha lista de pessoas a violar”.

Empresas que anunciavam no site como a Vodafone McDonald”s, Laura Ashley ou a British Airways, retiraram os seus anúncios. Os responsáveis pela Ask.fm, disseram em comunicado que “agiram imediatamente” para retirar os comentários ofensivos à adolescente e que ficarão “encantados de colaborar” na investigação aberta .

Existem outras  redes sociais semelhantes. É mias fácil controlar vídeos e fotografias, e muito difícil controlar mensagens escritas.

E agora em Portugal. A uma adolescente portuguesa de 13 anos na mesma rede social, surgiu a pergunta: “Eras capaz de te matar?” Foi mais sensata e não foi atrás do desafio. Certamente por não ter as mesmas fragilidades.

Os jovens contam que a linguagem e os insultos são desbragados. Um deles afirmou “Os pais não têm noção do que se diz, muitos nem têm conhecimento de que a rede existe e não podem ajudar os filhos” (notícia Jornal I).

Mas existem outras fontes de preocupação. O snapchat destina-se e trocas de fotografias, muitas vezes bastante íntimas e que nem sempre ficam só na posse do destinatário… E que dizer do Bang with Friend que proporciona encontros íntimos entre jovens e que tem mais de 50 mil utilizadores?

 Onde estão os pais destas crianças? Que atenção lhes dedicam? O que lhes falta? O que mais lhes poderemos dar em alternativa? Não basta censurar…

O projecto de sensibilização MiudosSegurosna.Net pode ajudar, assim como outras iniciativas a decorrer dentro de escolas. Mas deve-nos preocupar a todos.

Deixo um filme que não fala directamente deste assunto, mas de bullying em geral. Gira à volta de um poema do canadiano Shane Koyczan e foi feito por 87 animadores e motion artists, cada um produziu 20 segundos de animação para ilustrar com beleza e emoção o poema “To this day “.

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