13 a 14 de Novembro 2013
A primeira, no dia 13, às 19h, será preenchida pela estreia naquela sala do espectáculo multimédia de Ernesto de Sousa, Almada, um Nome de Guerra, sobre o qual podemos ouvir o próprio autor aqui.
Desenvolvido nas décadas de 1960/70, este projecto partiu do interesse do então cineasta e crítico de cinema pela obra de Almada Negreiros, que Ernesto de Sousa reivindica como figura central da contemporaneidade portuguesa, cujo estudo deverá contribuir para uma renovação, ou reinvenção, das vanguardas. Este mixed media procurou transformar a maneira de conceber o cinema, aproximando-se de outras experiências levadas a cabo nos anos de 1960 e que ficaram conhecidas como “cinema expandido”. Rompe com o ambiente normalizado e codificado da sala de cinema, transformando a experiência cinematográfica graças a inserções performativas durante a projecção de filmes e diapositivos.
A segunda sessão, no dia 14, às 19h30, apresenta o documentário Almada de Negreiros, vivo, hoje, de António Macedo (1969).
Filme realizado um ano antes da morte de Almada Negreiros, aos 77 anos que, através do recurso à entrevista, revela como o artista manteve sempre o espírito aberto e subversivo associado à sua imensa criatividade. Macedo filma algumas das suas obras como os vitrais da Igreja de Nossa Senhora de Fátima, os painéis da Fundação Calouste Gulbenkian ou da Gare Marítima, mas também retrata Almada num passeio no campo ou no espaço do seu atelier. Um documento único sobre a obra do artista, com Almada Negreiros, Natália Correia, David Mourão Ferreira.
Ambas as projecções serão seguidas de debate.


