PRECÁRIOS INFLEXÍVEIS – NÃO HÁ TRUQUE QUE NÃO LUCRE AO FMI

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14 de Novembro de 2013

O Fundo Monetário Internacional anda há décadas demais no jogo de destruir países para hesitar. Num relatório divulgado ontem, o Fundo ataca o Tribunal Constitucional por mais de 30 vezes, exige uma nova baixa de salários e diz que, caso algumas das medidas propostas sejam consideradas inconstitucionais, será necessária mais austeridade. Esta instituição, que espalha a destruição por todo o globo há décadas, tudo fará para continuar a difundir o seu modelo, seja ele legal ou não.

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A estratégia de comunicação do FMI é brilhante a todos os níveis, confundindo populações e agentes económicos. Enquanto em vários momentos os técnicos e políticos do FMI, em declarações avulsas e até em relatórios oficiais dizem que têm dúvidas sobre a austeridade e a sua eficácia, a verdade é que nos últimos 40 anos o FMI aplicou sempre a mesma fórmula. Em Portugal, perante um cenário de hecatombe social, com mais de 1 milhão e 200 mil desempregados, com mais de 2 milhões de trabalhadoras e trabalhadores altamente precarizados, com a maior emigração de que há registo, o FMI propõe a continuação da destruição do trabalho e das condições de vida, propondo nova baixa salarial e das pensões. A ingerência externa já é há muito uma realidade mas neste relatório a menção do Tribunal Constitucional como “risco económico” é uma constante em quase todas as páginas, assim como as “crises políticas”, que não podem repetir-se a bem a continuação do programa de ajustamento. Sobre o “regresso aos mercados”, o FMI é cauteloso, dizendo que será difícil Portugal voltar em 2014 sem apoio, preparando o caminho para o “programa cautelar”, do qual será um dos gestores.

O fim do FMI é um imperativo internacional. A acção desta organização, em parceria com o Banco Mundial e com a Organização Mundial do Comércio tem sido a manutenção dos países subdesenvolvidos nesta condição de miséria e recusa do progresso, da independência e do bem-estar das suas populações, beneficiando as multinacionais que actuam como bandidos no faroeste do nosso imaginário. Estas organizações são portadoras de uma marcada ideologia ultraliberal e opressora para a população, beneficiando as minorias e fazendo crescer exponencialmente as desigualdades em todos os campos em que lhes é dado espaço de manobra para operar. Há décadas era em África, na Ásia e América Latina. Hoje, é no Sul da Europa.

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