VERTIGEM – um poema de Rachel Gutiérrez

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Como é que voa

a flecha mágica

do tempo, puro abismo?

Como é que – absurda –

a velha que espreitava

rói a moça

que nela se transforma?

 

O espelho é o baque

o susto

visão do fim

que chega

túnel que suga

engole

e tudo apaga.

Ilustração: Reprodução de um quadro de Dorindo Carvalho

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