SERÁ QUE OUVIMOS A VOZ DAS CRIANÇAS? Por clara castilho

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Foi esta a questão levantada no dia 20 de Novembro, na comemoração dos 24 anos da Convenção sobre os Direitos da Criança, organizada pelo Fórum dos Direitos da Criança, de que faço parte, assim como mais de 30 associações/serviços.

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E o que levou a juntar cinco pessoas numa Mesa Redonda “À Conversa sobre Infância(s): que desafios?”

Estiveram dando as suas opiniões três professoras universitárias, especialistas na área da pobreza infantil (Amélia Bastos do Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de ), da família (Margarida Mesquita da Instituto Superior de Ciências Sociais e Politicas da Universidade de Lisboa ) e da psicologia “do optimismo”(Helena Marujo da Instituto Superior de Ciências Sociais e Politicas da Universidade de Lisboa ), um pedopsiquiatra (Augusto Carreira, presidente da Associação de Psiquiatria da Infância e  da Adolescência) e o juiz Armando Leandro (presidente da Comissão Nacional de Protecção de Crianças e Jovens em Risco).

Durante o evento foi entregue um prémio de Jornalismo “”Os Direitos da Criança em Notícia” à jornalista Ana Cristina Pereira, do Público, com verba oferecida pelo Montepio, pela sua reportagem – Em nome do superior interesse da criança e anunciado que o concurso se repetirá no próximo ano.

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Foi frisado que todos somos actores sociais. A partir do momento em abraçamos a causa dos direitos da criança, passamos para o lado de uma “lógica de serviço”.

Foi, mais uma vez realçada a necessidade de cumprir uma directiva da Convenção,  que se relaciona com a participação da criança nos assuntos que lhe dizem respeito. Por isso, neste evento, estiveram sempre a passar fotografias tiradas por crianças e jovens, sobre temas dos seus direitos, respondendo a um desafio lançado pelo Fórum – “Olhares sobre os Direitos”.

Foi explicitada a necessidade de haver um diálogo entre quem estuda os problemas e quem convive com eles no dia-a-dia e entre quem os estuda e quem sobre eles legisla.

Foi afirmado que a felicidade só faz sentido se ela for um bem comum.

E ficou bem presente em todos, que de dia para dia, neste país à beira mar plantado, a vida das nossas crianças está mais difícil. Porque está mais a vida dos pais, porque a escola tem menos recursos para apoiar os que mais necessitam, porque a saúde se encontra na mesma situação, porque a crise se reflecte na saúde mental dos adultos e, logo, na das crianças, com aumento de situações de delinquência e de dependências várias.

Mas também ficou a certeza de que se tem que trabalhar em conjunto e de que é de pequenos passos que se vai modificando o mundo.

 

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