RETRATOS, IMAGENS, SÍNTESE DOS EFEITOS DA CRISE DA ZONA EURO SOBRE CADA PAÍS

ALGUMAS IMAGENS DA ALEMANHA E UM TEXTO DE ACOMPANHAMENTO, de JÚLIO MARQUES MOTA

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Parte I

Nota à volta de Algumas imagens da Alemanha e  um texto  de acompanhamento

Uma pequena história à volta deste texto. Num texto anterior  que publicámos sobre a Alemanha indicava-se o número de alemães em situação de endividamento excessivo e dizia-se que o número de pessoas endividadas em 2103 com excesso de endividamento era inferior ao de 2012. Pessoa amiga perguntou-me se não haveria um erro meu. Fui ver, fui ao original, um artigo de THOMAS SCHNEE (1), e estava tudo certo. Fiz então uma pesquisa sobre a questão mas não foi nada bem sucedida. A pessoa que me levantou a questão fez o mesmo e obteve o trabalho alemão de base utilizado pelo jornalista de Marianne. Pela minha parte, escrevi à empresa alemã a pedir-lhe os dados, o que tinha no meu computador algumas horas depois. Sublinho que não sei alemão, mas o tema interessava-me muito e com a ajuda da interpretação pessoal das tabelas do texto abaixo e com a ajuda de vários tradutores disponíveis na Internet, Google Translate, Bing Translator, Systran VI, assim como do confronto entre eles   e ainda com o apoio de dicionários electrónicos diversos, penso ter feito uma síntese aceitável sobre a questão do empobrecimento na Alemanha. Ao leitor mais interessado deixo os dois links utilizados:

http://www.creditreform.de/aktuelles/news-list/details/news/detail/News/schuldneratlas-deutschland-2013.html e ainda :

http://www.creditreform.de/fileadmin/user_upload/crefo/download_de/news_termine/wirtschaftsforschung/schuldneratlas/Analyse_SchuldnerAtlas_Deutschland_2013.pdf

e pode, se quiser rectificar a minha tradução que, sublinhe-se, é uma síntese do trabalho alemão. E não poderia terminar sem um agradecimento público a Michael Bretz , um dos responsáveis pela  Creditreform, a empresa referida no trabalho de  Thomas Schnee.

Por aqui se vê o que representa o modelo alemão, uma bomba ao retardor, mas se ela rebentar, depois de se ter arrasado a Europa e  por causa dele, que ficará depois? Responda  quem souber.

Coimbra, 20 de Novembro de 2013.

Júlio Marques Mota

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ALGUMAS IMAGENS DA ALEMANHA E UM TEXTO DE ACOMPANHAMENTO

Figura 1. Os dez Landers com as mais baixas taxas de endividamento

alemanha - ILegenda da figura 1: Os dez Landers com menores taxas de endividamento

Figura 2.   O endividamento por zonas.

alemanha - IILegenda da figura 2- As taxas de endividamento por grandes zonas e diferenças face a 2004

Figura 3- Adultos com endividamento excessivo em valor absoluto e em percentagem

alemanha - IIILegenda da figura 3: as barras representam os valores absolutos, a linha representa a taxa de endividamento das pessoas em percentagem.

Em Outubro de 2013 a Alemanha registou cerca de 6,58 milhões de pessoas em situação de forte endividamento. No período homólogo, o número foi ligeiramente mais elevado (6,59 milhões), enquanto que a taxa da população adulta endividada foi superficialmente maior em 2013 comparativamente a 2012 (9.81%  e 9,65%, respetivamente). O aumento desta taxa resulta dos novos resultados do recenseamento da população, sendo o número de pessoas com mais de 18 anos agora considerado em maior número que anteriormente. De forma a tornar a análise destes gráficos mais intuitiva, será então conveniente olhar para as duas tabelas que se seguem, onde na primeira encontramos: os dados populacionais; o número total de adultos; o número de adultos com endividamento excessivo (em termos absolutos e relativos); e o número de famílias excessivamente endividadas.

(continua – para facilitar a compreensão amanhã repetiremos o último parágrafo deste texto)

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(1) – Ver ALEMANHA – UM RECORDE DE EXPORTAÇÕES E DE POBREZA, por THOMAS SCHNEE, publicado em A Viagem dos Argonautas em 19 de Novembro de 2013:

http://aviagemdosargonautas.net/2013/11/19/alemanha-um-recorde-de-exportacoes-e-de-pobreza-por-thomas-schnee/

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