POESIA AO AMANHECER – 337 – por Manuel Simões carlosloures9 de Dezembro de 20138 de Dezembro de 2013Literatura Navegação de artigos PreviousNext FONSECA AMARAL ( 1928 – 1992 ) PASSAGEM DE NÍVEL (fragmento) Ali a nossa Pátria mal nascia. A água salgada, o lodo, a maresia eram o cuspo, o barro, o olor com que um Deus jovem e faceto, ao mesmo tempo urbano, pastoril e marítimo (Seria branco ou preto?) nos moldava de todas as cores: pila ao léu a verter para o céu ou prós comboios, a provocar os mabunos, lá do Godine, das entranhas reluzentes (…) À praia do Nhike-Panze foi um ar que lhe deu… Joãozinho, você não venha agora com as suas manias, que eu bem conheço, evocar o que não é jamais. O aterro está muito bem assim. Cinco chagas!, Você pode ficar certo duma coisa: nós só lá enterrámos a infância mais a roupa (tão leve!) que a envolvia. (de “Caliban 2”) Poeta moçambicano. Colaborou em “A Voz de Moçambique”, “O Brado Africano”, “Caliban” e “Itinerário”. Incluído na antologia “Poetas Moçambicanos” (CEI, 1962). Considerado um dos pioneiros da moderna poesia moçambicana, como reconheceu Rui Knopfli. Share this: Share on Facebook (Opens in new window) Facebook Share on X (Opens in new window) X Share on LinkedIn (Opens in new window) LinkedIn Share on WhatsApp (Opens in new window) WhatsApp Email a link to a friend (Opens in new window) Email More Print (Opens in new window) Print Like this:Like Loading...