CONFLITO ISRAEL-PALESTINA. HITLER RESSUSCITADO E AMNISTIADO? por José de Almeida Serra

CONFLITO ISRAEL-PALESTINA. HITLER RESSUSCITADO E AMNISTIADO?

por José de Almeida Serra

 

1 De onde veio a Alemanha do século passado?

A criação do moderno Estado alemão (o Império Alemão ou Segundo Reich) ocorreu em Janeiro de 1871, no Palácio de Versalhes. O processo foi impulsionado pelo chanceler prussiano Bismarck, que unificou os diversos principados germânicos através da vitória militar conjunta contra a França na guerra franco-prussiana (1870-1871).

O conflito foi conduzido pelo chanceler Bismarck para forçar os Estados independentes do sul da Alemanha a unirem-se à Prússia. A tensão começou após a França, liderada por Napoleão III, se opor à candidatura de um príncipe prussiano ao trono espanhol.

Com a derrota, a França foi obrigada a assinar o Tratado de Frankfurt, que resultou na perda dos territórios ricos em carvão e ferro da Alsácia-Lorena e no pagamento de uma pesada indemnização.

2 Dimensão territorial de diferentes áreas do Planeta

Incluem-se enormes áreas interiores de água, mas excluem-se águas marítimas; obviamente trata-se de valores aproximados já que as fontes nem sempre são rigorosamente concordantes.

2.1 Estados Unidos da América

A área terrestre actual dos Estados Unidos é de aproximadamente 9.180.000 km², que inclui o Alasca.

Os Estados Unidos são actualmente formados por 50 estados federados, um distrito federal (Distrito de Colúmbia, onde fica a capital, Washington) e 16 territórios.

Os territórios são divididos entre incorporados (que fazem parte permanentemente da nação – atol Palmyra) e não incorporados habitados: Porto Rico, Guam, Ilhas Virgens Americanas, Samoa Americana e Ilhas Marianas do Norte e não habitados, Ilha Baker, Ilha Howland, Ilha Jarvis, Atol Johnston, Recife Kingman, Atol Midway, Ilha Navassa e Ilha Wake).

Os três maiores estados dos EUA são o Alasca, o Texas e a Califórnia.

Relembra-se que os actuais estados dos EUA foram total ou parcialmente formados a partir de territórios “cedidos” pelo México e incluem a Califórnia, Nevada, Utah, Arizona, Novo México e Texas. Partes de outros estados também se originaram dessas mesmas áreas, especificamente o Colorado, Wyoming, Kansas e Oklahoma.

A maior parte dessas regiões passou para o controlo dos Estados Unidos em 1848, com a assinatura do Tratado de Guadalupe Hidalgo, que encerrou a Guerra Mexicano-Americana.

Mas, para já, algo falta, designadamente Cuba, Venezuela, alguma(s) ilha(s) do Atlântico Norte (como aconteceu no Pacífico). Que pensar do Brasil?

O grande trump (desculpem o t) está, como outros no passado, especialmente faminto.

Alaska

O Alasca foi comprado ao Império Russo em 1867 por US$ 7,2 milhões (não confundir com os valores do dólar actual mas, em qualquer caso, um valor aviltante). É o maior estado dos EUA, cobrindo uma área total um pouco superior a 1,7 milhões de km² (incluindo águas internas e territoriais).

O Alasca foi oficialmente incluído nos Estados Unidos como o 49.º estado federado em 1959.

Havai

O Havai é um estado insular isolado no meio do Oceano Pacífico, localizado a cerca de 3.900 km a sudoeste do território continental dos Estados Unidos. Trata-se de um arquipélago formado por 137 ilhas vulcânicas no Oceano Pacífico, sendo a ilha Oahu a mais populosa e onde fica a capital do estado, Honolulu.

O Havai tornou-se o 50.º estado dos Estados Unidos em 1959 tendo a anexação ocorrido no final do século XIX (fazendeiros e comerciantes americanos tinham forte influência na economia local e, em 1893, com o apoio de militares dos EUA, a monarquia foi derrubada e a Rainha foi deposta).

Tudo consoante as regras reiteradamente defendidas pelos EUA com vista à descolonização das colónias de países europeus, meio século mais tarde. Destes, alguns descolonizaram, mas mal; outros descolonizaram mantendo-se pura e simplesmente no poder ou mandando em governantes fantoches, mas todos ajudaram, e muito, ao desenvolvimento dos novos países, sobretudo africanos, que estão, como é visível e notório, em franco e visível progresso.

2.2 Canadá

A dimensão total do Canadá é de praticamente 10 milhões de km², sendo o segundo maior país do mundo, apenas superado pela Rússia. A fronteira canadiana com os EUA é a mais longa fronteira terrestre do planeta.

As terras ocupadas pelo Canadá são habitadas há milénios por diferentes grupos de povos que não foram pura e simplesmente destruídos como aconteceu nos libérrimos EUA.

Começou no fim do século XV com expedições britânicas, portuguesas e francesas que o criaram e exploraram mais tarde, estabelecendo-se ao longo da costa Atlântica do país (há quem defenda que já haviam antes sido visitados por nórdicos e portugueses dos Açores; adiante, a história resolverá o problema, como normalmente faz).

Trata-se obviamente de um país à altura para ser incorporado nos EUA como mísero estado federal, como é pretensão do magnífico e majestíssimo trump (t)!

2.3 União Europeia (ou desunião europeia?)

A área terrestre total da actual União Europeia, que engloba os 27 Estados-membros e inclui águas internas, ultrapassa 4,4 milhões de km².

A França é o maior país da UE em área, enquanto Malta é o menor. Com este território, a UE constitui o sétimo maior conjunto territorial do mundo.

2.4 Em síntese e apenas no que se refere a dimensões territoriais:

EUA: próxima de 10 milhões de km²;

Canadá: próxima de 10 milhões de km² (mas ligeiramente superior à área dos EUA):

UE: 4,4 milhões de km².

Interrogação desfeita: não restam dúvidas e boas razões tem o Sr. trump para incluir nos EUA um 51º estado com área (e muitas outras coisas mais) superior à do putativo incorporador. Mera trivialidade, tudo claro e tudo dito.

3 Alemanha

A ascensão de Hitler ao poder na Alemanha ocorreu em 1933, impulsionada pelo caos económico da Grande Depressão e pela insatisfação com a República de Weimar. Hitler aproveitou-se do desespero popular e do sentimento antidemocrático para ser nomeado chanceler em 30 de Janeiro daquele ano.

Principais causas:

Tratado de Versalhes: a derrota na Primeira Guerra Mundial e as pesadas sanções impostas geraram um sentimento de humilhação e grave crise económica.

Grande depressão: o colapso de 1929 elevou drasticamente o desemprego, abrindo espaço para soluções políticas extremas.

Hitler, orador carismático, prometia restaurar a economia, gerar empregos e recuperar o orgulho nacional.

O partido nazi culpava os judeus, os comunistas e a própria democracia pelos problemas do país.

A conquista do poder foi totalmente legal, o partido nazi cresceu rapidamente nas urnas, tornando-se uma das maiores forças no parlamento alemão (Reichstag); a nomeação de Hitler como chanceler ocorreria em Janeiro de 1933 e, em Março de 1933, Hitler obteve poderes ditatoriais. Com a morte de Hindenburg em 1934, proclamou-se Führer (líder) da Alemanha.

Manifestamente, comparando com o que actualmente se passa em Portugal, temos aqui um bom exemplo, mas demasiado preocupante.

A colaboração entre a Alemanha nazi e a União Soviética, formalizou-se através do Pacto Molotov-Ribbentrop, assinado em Agosto de 1939. Este acordo de não agressão continha protocolos secretos para a divisão da Europa Oriental e garantiu o fornecimento de matérias-primas soviéticas essenciais para a máquina de guerra alemã até Junho de 1941 (ou seja, até a Segunda Guerra ir bem avançada). Realçam-se acordos de não agressão e partilha (o tratado garantiu que ambos os países não se atacariam e não apoiariam inimigos um do outro). Protocolos secretos dividiram a Polónia e determinaram áreas de influência na Finlândia, Estónia, Letónia, Lituânia e Roménia.

Em Setembro de 1939, a Alemanha atacou a Polónia pelo Oeste e a União Soviética invadiu pelo Leste. A divisão foi acompanhada por cooperação próxima entre o exército e serviços secretos de ambas as partes. Aliás a nomenclatura estalinista havia já proporcionado boa formação militar a quadros do exército do Reich. Profunda cooperação económica: para sustentar o esforço de guerra. Fins estratégicos óbvios: Hitler evitou uma guerra de duas frentes durante a sua ofensiva na Europa Ocidental, enquanto Estaline ganhou tempo para expandir o seu território e preparar também as suas próprias forças militares.

Enorme colaboração e maior entendimento, com estalinismo= nazismo, mas a aliança entraria em colapso com a invasão alemã da União Soviética na Operação Barbarossa, em Junho de 1941. Afinal Hitler, que manifestamente não era estúpido, inebriara-se com as amplas derrotas que infligira a países a ocidente da Alemanha, designadamente à França.

A Alemanha nazi invadiu a União Soviética em Junho de 1941. Esta ofensiva rompeu o pacto de não agressão assinado entre os dois países e marcou o início de uma das maiores e mais sangrentas campanhas militares da Segunda Guerra.

Campos de concentração

Milhões de pessoas foram assassinadas nos campos nazis entre 1933 e 1945 através de violência extrema, fome, trabalho escravo e câmaras de gás. Estimativas credíveis, mas obviamente apenas aproximativas, apontam para:

Judeus: cerca de 6 milhões (Solução Final: visava a sua destruição total);

Civis soviéticos: cerca de 7 milhões apanhados pelos caminhos percorridos pelas tropas nazis (na maioria simples camponeses);

Prisioneiros de guerra soviéticos: cerca de 3 milhões;

Civis polacos não-judeus: cerca de 1,8 milhões;

Civis sérvios: mais de 300 mil;

Pessoas com deficiências: cerca de 250.000 mortas (era proibido ser-se deficiente);

Ciganos: cerca de 250.000.

Testemunhas de Jeová: cerca de 1.900.

Outros grupos: Pelo menos 70.000 indivíduos considerados “anti-sociais”, designadamente criminosos reincidentes e homossexuais.

Ou seja: porventura mais de 20 milhões de humanos foram despachados para esferas-outras, para um além-sem-retorno.

Tecnologicamente, o caminho de ferro ajudaria muitíssimo ao transporte das vítimas.

Campo de concentração Observações

NA ALEMANHA

Dachau Em 1937/1938, as SS construíram uma linha férrea de desvio que saía da estação de Dachau e seguia directamente para a área das SS e o campo. Esta linha deixou de ser usada e foi removida logo após a guerra, em 1948.
Buchenwald Em 1943 as SS construíram a “Linha Buchenwald”, um ramal ferroviário de 10 km que ligava a estação de Weimar directamente ao complexo do campo. O ramal original, que ia da linha de Weimar até à estação do campo, foi desmantelado após a guerra.
Sachsenhausen Servido pela linha ferroviária Berlin Northern Railway.
Ravensbrück Localizado perto da cidade de Fürstenberg/Havel, a cerca de 80 km a norte de Berlim. Os transportes chegavam à estação de comboios de Fürstenberg. Campo de concentração de mulheres.

POLÓNIA

Auschwitz-Birkenau O ramal ferroviário de Birkenau ainda lá se encontra hoje, mas como memorial.
Treblinka Foi construído um ramal de caminho de ferro a partir de Treblinka I (campo de trabalho) que penetrava directamente no campo de extermínio de Treblinka II. Ambos foram desmantelados depois da guerra.
Sobibor O campo foi construído ao longo da linha ferroviária que ligava Lublin a Chelm e Wlodawa, tendo sido um ramal ferroviário de apenas 800 metros, a fim de não permitir que os prisioneiros fossem vistos pelos habitantes da região.

Após a Revolta de Sobibor, em 1943, o campo foi encerrado e completamente desmantelado com o intuito de apagar todas as provas das atrocidades cometidas.

Belzec O campo foi construído num ramal da linha ferroviária Lublin-Lvov, no sudeste da Polónia. Uma linha secundária (ramal) de cerca de 200 metros conduzia o comboio directamente para o interior do campo.

Durante a fase de encerramento e ocultação do campo, entre o final de 1942 e Junho de 1943, toda a infra-estrutura — incluindo as linhas férreas e os edifícios — foi completamente desmantelada e destruída.

Chelmno Os transportes ferroviários regulares chegavam à estação da cidade de Koło, a partir de onde os deportados eram transferidos para uma ferrovia de via estreita (narrow-gauge railway) que os levava para mais perto do campo. Em 1944, quando os soviéticos avançaram foi destruída pelas SS.
Majdanek O campo de Majdanek era servido por uma linha férrea regular e tinha um acesso directo à ferrovia principal na zona de Lublin, permitindo que os comboios de carga fossem encaminhados para perto das zonas de rampa do campo. Com o avanço das tropas soviéticas e a necessidade de apagar as provas dos crimes, as autoridades nazis forçaram os prisioneiros judeus a desmantelar o campo.

 

PORQUÊ E PARA QUÊ esta divagação?

 

Todos sabemos o quanto foi bombardeada a Alemanha durante a guerra, mas não consegui encontrar nenhuma notícia de bombardeamento de vias férreas destinadas a abastecer os campos de morte, nem por parte de ocidentais nem de soviéticos Nem uns nem outros os descobririam. QUE COINCIDÊNCIA!

Gueto de Varsóvia

O Gueto de Varsóvia foi o maior gueto estabelecido pela Alemanha nazi durante o holocausto, na Polónia ocupada. Lançado em Outubro de 1940 e murado em Novembro, confinou mais de 450.000 judeus numa área de apenas 10 quilómetros quadrados. A história deste local é marcada por condições extremas de sobrevivência e por uma resistência histórica.

Entre Julho e Setembro de 1942, as tropas nazis deportaram cerca de 300.000 judeus do gueto directamente para o campo de extermínio de Treblinka. Estas deportações em massa confirmaram aos habitantes que o confinamento não era temporário, mas sim um passo planeado para o extermínio total.

Em Abril de 1943, quando os nazis entraram no gueto para iniciar a deportação final, foram surpreendidos por combatentes da Organização Judaica de Combate (ZOB) e da União Militar Judaica (ZZW), o que deu azo a uma primeira grande revolta urbana na Europa ocupada. Embora mal equipados, os combatentes judeus conseguiram forçar a retirada inicial das forças alemãs. A resistência durou mais de um mês, mas acabou esmagada em Maio de 1943 pelas tropas nazis, que destruíram sistematicamente os edifícios do gueto e deportaram os sobreviventes.

De notar que a resistência não recebeu qualquer auxílio militar directo ou significativo da União Soviética, lutando de forma isolada contra as forças das SS.

Há quem confunda os acontecimentos de 1943 com a insurreição geral e militar da cidade de Varsóvia, levada a cabo pelo Exército Interno polaco um ano e meio mais tarde, em Agosto de 1944.

O rio Vístula está situado na Polónia, sendo o rio mais longo e importante do país, atravessa o território polaco de sul a norte, passando por cidades históricas como Cracóvia e a capital Varsóvia, até desaguar no Mar Báltico (no golfo de Gdansk).

Lamentavelmente há que referir que, enquanto as forças soviéticas avançavam e se aproximavam das margens do rio Vístula, rádios controladas pela União Soviética incitaram a população polaca a pegar em armas contra os alemães. Contudo, quando o levantamento foi desencadeado, as tropas do Exército Vermelho pararam o seu avanço e não forneceram ajuda militar imediata aos polacos. Solidariedades do comunismo internacional.

Berlim

O avanço soviético em direcção a Berlim intensificou-se de forma significativa e, em Janeiro de 1945, infligiu a derrota final da Alemanha, o suicídio de Hitler e a rendição de Berlim.

Os acontecimentos – sobretudo “tratamentos” dados às jovens mulheres alemãs – parecem ter sido lamentáveis. Será que os ocidentais tinham acordado com os russos que parariam em determinada zona, deixando a estes a tomada de Berlim. Se isso aconteceu, para que seria?

É conhecido o comportamento dos soldados soviéticos em Berlim e correu mundo, nos anos seguintes, que quase todas as crianças nascidas em Berlim (e em outras zonas da Alemanha ocupada pelos russos) depois de 9 a 12 meses pós ocupação não seriam filhos de alemães, mas de russos.

Não conheço nenhum estudo que confirme o boato, mas sei que há cerca de década e meia saiu um livro de uma autora (já não recordo o nome) que descreve o tratamento dado pelos soviéticos às mulheres alemãs e que é ignóbil. Foi um best-seller em vendas.

Curiosamente é de referir não se terem os intelectuais nesta matéria dado conta de um livro anterior, que li cerca de 1960 e em português (existia na biblioteca do Diário de Notícias) e que era muito mais dramático e altamente descritivo. Recordo que uma rapariguinha era diariamente visitada por militares soviéticos de vários graus na hierarquia militar e diferentes forças de intervenção, KGB incluídos. Ora um desses visitantes era particularmente repugnante e a dita mulher perguntou a um “visitante” do KGB se estava de facto a preparar-se uma revolta para depor o Estaline, conforme lhe dissera o dito repugnante. Este nunca mais apareceu. Ignoro, obviamente, o que lhe possa ter acontecido.

4 Um pouco sobre a nossa história e as ligações com o mundo judaico.

São amplamente conhecidos os problemas dos judeus ao longo da história, em muitos momentos e regiões do planeta, sobretudo na civilizada Europa…

A expulsão dos judeus de Espanha (1492) e Portugal (1496) foi um marco na história da Península Ibérica, impulsionado pelos Reis Católicos (tão fraternais que eram) e pela (santa) Inquisição. A decisão espanhola dos reis “católicos” forçou a conversão ou exílio, enquanto em Portugal, candidamente, houve baptismos forçados e (meras) perseguições.

Espanha (1492): deu-se aos judeus quatro meses para se converterem ao catolicismo ou abandonarem o território, sob pena de morte. Com isso, dezenas de milhares de judeus fugiram, muitos deles procurando refúgio em Portugal.

Portugal (1496): D. Manuel I, inicialmente tolerante, acabou por concordar com a expulsão com isso obtendo direito a casar com uma princesa espanhola (D. Isabel). Depois seguiu-se o costume: baptismos forçados e em massa para os impedir de sair e forçá-los a assimilar a religião católica.

Sefarditas: assim se chamou aos judeus que emigraram ou a isso foram forçados, tendo muitos emigrado para os Países Baixos (hoje essencialmente Bélgica e Holanda) e que muito contribuiriam para nos roubar a soberania marítima dos séculos XV e XVI. Grande decisão que muito nos ajudou. Infelizmente hoje continuam os notáveis políticos e, em geral, a alta elite a fazer muitas palermices semelhantes, Deo gratias.

Obviamente os sefarditas foram-se embora, reproduziram-se ao longo dos séculos e os seus actuais descendentes serão muitíssimos milhões, em muito ultrapassando a actual população portuguesa.

É dever corrigir graves erros históricos, recorrendo à altíssima sabedoria dos actuais (e pré-actuais) esclarecidos governantes e outros políticos que a graça divina nos tem proporcionado. Como usava dizer o Papa Francisco: todos, todos, todos.

O regresso e a reparação histórica para os descendentes de judeus sefarditas foram permitidos, sob o governo do Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho, através da Lei n.º 43/2013 e do Decreto-Lei n.º 30-A/2015. Dos muitos milhões de descendentes de sefarditas alguns regressariam – designadamente cleptocratas russos, que depois de terem ocupado altos cargos políticos durante o período comunista, roubaram tudo o que puderam. Como não era nada difícil entrar, ir-se-ia verificando a necessidade de introduzir alterações legislativas, tendo-se chegado à extinção do regime mediante revogação do Parlamento português, encerrando o programa para novos candidatos. Hoje temos portugueses que desde trisavôs de trisavôs de outros trisavôs e etc. nunca nenhum terá vindo a Portugal (e certamente na cadeia genealógica muitos nem sequer terão ouvido falar deste país cuja existência terão desconhecido).

Como é óbvio, os nossos políticos e altíssimos gestores político-sociais e económicos são ultra bons em previsões e planeamento. Prevêem muito bem e acertam sempre. Só nos falta o Céu, para onde eles, fraternal e generosamente nos ajudam a emigrar e bem depressa com a sua gestão eficiente e fraterna.

Estima-se que mais de 100.000 descendentes de judeus sefarditas obtiveram a nacionalidade portuguesa desde a entrada em vigor da lei (em 2015) até ao seu encerramento. Tudo bem planeado e melhor legislado.

5 Finalmente Israel

Depois das vicissitudes da 2ª guerra mundial algo pesou nas almas dos bondosos governantes europeus e da América do Norte.

Também a ONU serviu de mediador e legitimador internacional, materializado com a aprovação do Plano de Partilha da Palestina em 1947. Este plano dividiu o território sob mandato britânico em dois estados independentes (um judeu e um árabe), abrindo caminho para a declaração de independência de Israel em 1948 que adoptou o plano de partilha da ONU, pelo qual Israel obtinha uma área de aproximadamente 14.900 km².

Após a Guerra da Independência (1948 – 1949), a área em causa expandiu-se para cerca de 20.500 km² através de acordos de armistício e, actualmente, o território internacionalmente reconhecido de Israel abrange cerca de 22.000 km² no Médio Oriente. Esta área inclui a linha de demarcação de 1949 bem como a parte ocidental de Jerusalém, com excepção das áreas disputadas e dos territórios ocupados após a Guerra dos Seis Dias em 1967.

No entanto, as suas fronteiras exactas têm sido objecto de permanente disputa que continua no presente.

Em síntese: vários conflitos entretanto decorridos.

Guerra da Independência (1948 – 1949): após a declaração de independência de Israel, seguiu-se a primeira guerra árabe-israelita. Com os armistícios de 1949, Israel passou a controlar cerca de 78% do território do antigo mandato, enquanto a Cisjordânia ficou sob administração da Jordânia e a Faixa de Gaza sob controlo do Egipto.

Guerra dos Seis Dias (1967): na sequência deste conflito, Israel expandiu significativamente o seu controlo territorial. Conquistou a totalidade da Península do Sinai e a Faixa de Gaza ao Egipto, a Cisjordânia (incluindo Jerusalém Oriental) à Jordânia, e as Colinas de Golã à Síria.

1979 – 2005: a área controlada foi reajustada através de tratados de paz e cedências territoriais. A Península do Sinai foi integralmente devolvida ao Egipto. Em 1995, os Acordos de Oslo iniciaram a criação de áreas autónomas sob alçada da Autoridade Palestiniana na Cisjordânia. Em 2005, Israel retirou-se totalmente da Faixa de Gaza.

2026: o território internacionalmente reconhecido de Israel abrange cerca de 22.070 km². As fronteiras definitivas com a Síria, o Líbano e os territórios palestinianos permanecem em disputa e são alvo de tensões contínuas.

Obviamente que o que se está passando em Gaza afasta-se substancialmente dos 20 milhões de mortos por Hitler. Mas nós todos os dias assistimos em directo ao assassinato de muitos seres humanos, indiscriminadamente, sejam homens, mulheres, ou crianças, à destruição maciça e indiscriminada de prédios e outros activos, desde escolas a hospitais, em suma a um assassinato cruel, selvagem, indiscriminado e generalizado.

Pretende-se pura e simplesmente destruir populações inteiras, arrastar a fronteira Leste de Israel até ao mar, apropriando-se totalmente de Gaza (e certamente, se e quando o conseguirem, logo tratarão da expansão para o interior) e com a ajuda ostensiva, directa e total do trampismo para tornar a nova área litoral numa riviera próximo-oriental para prazer e utilização de plutocratas, cleptocratas e quejandos, sejam epsteinianos ou outros quaisquer.

Lisboa, 10 de Junho de 2026

 

 

 

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