A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
Do mesmo modo que não se pode exigir que um cão deixe de ladrar e de uivar ou pretender que um gato deixe de miar, não se pode exigir a um ladrão que deixe de roubar. Ladrar, uivar e miar, são o modo de cães e gatos comunicarem e exprimirem sentimentos. A prática continuada do furto é aquilo a que o ladrão chama «actividade laboral». Do mesmo modo, é inútil tentar que um ultra-liberal ou um neo-liberal assumam posições democráticas. Um neo-liberal é um fascista reciclado e tornado apto para viver «em democracia». E, embora aparentemente fale a mesma língua que nós falamos, usa um dicionário em que os vocábulos possuem significados diferentes. As bitolas morais são também diferentes. É impossível estabelecer quem tem ou não tem razão. Para efeitos práticos, quem tem razão e quem fala verdade são os que detêm o poder. Aos outros, embora sejam a maioria, resta-lhes o poder protestar nas conversas de café… e nos blogues.